A transferência de Luis Figo do Barcelona para o Real Madrid é uma das mais marcantes entre os dois clubes na história. O dia 1º de julho de 2000 marcou a mudança do português, no auge da carreira, para o Real Madrid dos galácticos por € 60 milhões na época (equivalente a € 82 milhões em valores corrigidos pela inflação de 2000 para 2019). Em um vídeo promocional da Bodegas Emilio Moro, uma empresa de bebidas, o português, Bola de Ouro em 2000 e melhor do mundo da Fifa em 2001, conta sua trajetória no futebol, explica a mudança do Barcelona para o Real Madrid e também comenta sobre mais elementos, como se Sérgio Ramos merece uma Bola de Ouro.

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Três momentos da carreira

“Quando ganhamos o Mundial sub-20 em Lisboa, que aqui creio que abriu as portas. Depois, a mudança de jogar pela primeira vez fora do meu país, quando fui para o Barcelona, foi um momento crucial na minha carreira. Não diria três, mas quatro momentos. Foi quando vim para o Real Madrid e depois quando tive que iniciar outra aventura na Itália na parte final da minha carreira”.

Mudança mais importante

“Quando você faz uma mudança sempre pensa que será para melhor. A primeira mudança, lógico, foi de país. Era muito jovem e fui tentar uma nova experiência para ganhar mais prestígio. A segunda mudança foi de uma mudança de reconhecimento para tentar melhorar em todas as formas: economicamente, prestígio e títulos. A última mudança já foi para buscar a minha felicidade futebolística”, afirmou Figo.

Curiosamente, Figo não ganhou tantos títulos a mais com o Real Madrid. Pelo Barcelona, conquistou duas vezes o Espanhol, duas vezes a Copa do Rei, uma Supercopa da Espanha, uma Recopa da Uefa e uma Supercopa da Uefa. No Real Madrid, levou dois Espanhóis, duas Supercopas da Espanha, uma Champions League, uma Supercopa da Uefa e um Mundial de Clubes.

Treinador preferido

“Tive a felicidade de treinar com Johan Cruyff, que para mim foi um maestro em termos de filosofia de jogo e conceito. Depois, Carlos Queiroz foi meu formador na seleção e logo que tive em outras etapas no Real Madrid e na seleção principal. Vicente Del Bosque… É que é difícil dizer um porque todos foram importantes. E depois, José Mourinho na Inter”.

Diretor antes de ser técnico

“É uma vertente, uma área, que eu gosto muito mais que treinar. Talvez porque conheço muito bem os jogadores”.

Três jogadores

Raúl é um cara que sempre puxou o carro. Ronaldo porque é potente e marcou gols. O máximo da elegância: Zidane. Era elegante jogando”.

Bola de Ouro para Sérgio Ramos

Figo foi perguntado se o zagueiro Sergio Ramos merece ganhar uma Bola de Ouro. O atual capitão do Real Madrid brincou, depois de Luka Modric ganhar, posando para uma foto com o troféu dizendo que queria um para ele. “Sim, por qualidade, logicamente Sérgio sim. Um defensor, como um goleiro, é mais complicado. Mas se Cannavaro ganhou a Bola de Ouro sendo defensor… Eu acredito que depende um pouco do momento, do ano, de com quem compete. Mas por qualidade, logicamente que sim”, disse Figo.

Bernabéu

“É um estádio espetacular. Dos poucos mais importantes do mundo. Eu tive a felicidade de estar cinco anos nesse grande clube que me deu muito e vivi na pele a magia da camisa”.

Cristiano Ronaldo e Real Madrid

“Tratando-se de Cristiano ou de Messi, ou de outro jogador que em seu momento foi o melhor do mundo, é normal que deixe uma pegada. Os jogadores que ficaram, os treinadores saem quando há resultados ruins. Os jogadores passam, os clubes ficam. E no Real Madrid seguirá sendo muito grande sem Cristiano e era muito, muito grande com Cristiano”, afirmou o português.