A Fifa definiu o critério para escolher os cabeças de chave da Copa do Mundo de 2014 e surpreendeu ao não recorrer a manobras para favorecer as seleções mais tradicionais. A lista dos líderes de cada grupo do Mundial do Brasil será definida a partir do ranking de outubro da entidade.

A decisão não era esperada porque nas últimas três Copas do Mundo a Fifa definiu critérios aleatórios para definir os cabeças de chave conforme os seus interesses. Em 2002, valeu os três últimos mundiais, o ranking de dezembro dos dois anos anteriores e o de novembro de 2011. Ajudou a Alemanha. Quatro anos depois, salvou a Itália, considerando apenas as duas Copas passadas. Em 2010, usou o ranking de outubro, que nem agora, para que a França, classificada com aquele gol irregular contra a Irlanda, ficasse de fora do grupo.

Com o ranking de outubro, dificilmente a seleção inglesa será cabeça de chave porque está atualmente na 17ª posição. Apesar das briguinhas – principalmente por causa da candidatura da Inglaterra para a Copa de 2018 – entre a Associação de Futebol do país e a Fifa, a entidade não costuma favorecer times sul-americanos, que podem ter quatro seleções entre os cabeças de chave, e países menos expressivos, como a Bélgica, sexta colocada, embora não tenha feito nada demais nos últimos anos.

A seleção brasileira, obviamente, será cabeça de chave. A Argentina, segunda colocada, e a Colômbia, quinta, embora ainda não classificada, têm grandes chances. O Uruguai, sétimo,  ainda corre riscos porque tem dois jogos complicados contra Equador, fora de casa, e Argentina, em Montevidéu, para garantir a sua classificação. A Holanda, nona colocada – o Brasil é oitavo – recebe a Hungria e joga fora de casa contra a Turquia. Bons resultados dos uruguaios podem resultar na vaga e em uma Copa do Mundo das mais sul-americanas da história.