A Fifa planeja fazer grandes mudanças no mercado internacional de transferências, o que inclui o limita o número de jogadores emprestados e cria uma comissão que analisa taxas pagas a empresários. Há a visão que os grandes clubes empilham jogadores e, assim, exercem um poder econômico que desequilibra o mercado. Por terem muitos jogadores no elenco, os clubes emprestam dezenas de jogadores, o que lhes dá um poder de influência grande inclusivo no próprio campeonato para onde vão esses jogadores.

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A ideia da entidade é limitar o número de jogadores que um clube pode emprestar por temporada e, inicialmente, a ideia é ser de seis a oito jogadores. O objetivo é impedir que os clubes, particularmente na Inglaterra e na Itália, contratem um grande número de jogadores e os emprestem imediatamente. Na Europa, a prática é muito comum e clubes ingleses, na visão da Fifa, fazem um abuso do poder financeiro. O Chelsea, por exemplo, emprestou 40 jogadores na temporada passada. A Juventus tem 25 jogadores emprestados nesta temporada.

Há uma linha de pensamento dentro da Fifa que defende que isso prejudica os clubes menores ao tirar deles seus jogadores para serem apenas personagens marginais em elencos de grandes clubes, além de atrasar o desenvolvimento desses jogadores, em geral jovens. A medida é muito usada por clubes brasileiros, que possuem dezenas de jogadores emprestados.

Outra ideia da Fifa é criar uma casa de transparência, gerida por um banco, para lidar com os pagamentos de solidariedade dos valores de transferências para clubes que formaram os jogadores. A casa de transparência também seria responsável em lidar com os pagamentos a empresários. Depois de acabar com as licenças de empresários em 2015, a Fifa planeja reintroduzi-las com exames para validar a atuação desses profissionais.

Segundo comunicado nesta quinta-feira, a Fifa criou uma comissão com todas as partes interessadas para conduzir uma revisão ampla no sistema de transferências. Segundo o texto, a comissão está atualmente trabalhando analisando mudanças potenciais no sistema em diversas áreas chave, incluindo, entre outras, a regulação de intermediários, pagamentos do mecanismo de solidariedade aos clubes formadores, simplificação do pagamento de transferências, proteção de menores, empréstimos, tamanho do elenco e janelas de transferências.