A paralisação do futebol devido à pandemia do novo Coronavírus já dura mais de um mês e, no melhor dos cenários, ligas como a inglesa estão ainda a um mês de retornar. Os jogadores precisarão, então, de um período de preparação prévio para estar em forma – e, quando os jogos recomeçarem, o calendário estará apertado como nunca. Para lidar com isso, a Fifa propõe um aumento no limite de substituições: de três para cinco.

Para evitar interrupções desnecessárias, a ideia da Fifa é de que as alterações feitas com bola rolando continuem em apenas três. As duas substituições extras poderiam então ser feitas no intervalo de jogo.

“Quando as competições voltarem, elas provavelmente terão um calendário de jogos congestionado, com uma frequência maior do que o normal de partidas jogadas em semanas consecutivas. A segurança dos jogadores é uma das principais prioridades da Fifa. Uma preocupação em relação a isso é de que a frequência das partidas possa aumentar o risco de potenciais lesões devido à sobrecarga aos jogadores”, disse um porta-voz da instituição, em declaração publicada pelo jornal inglês Guardian.

A mudança temporária na regra proposta pela Fifa seria válida apenas para as competições a ser concluídas ou iniciadas em 2020 e 2021, significando que, no caso das ligas europeias, ela duraria pelo restante da atual temporada e em toda a temporada seguinte, de 2020/21.

Embora seja importante que a Fifa esteja pensando no bem-estar físico dos jogadores, a sugestão já provocou reações adversas pelo problema lógico: ela apenas exacerbaria desigualdades econômicas entre os grandes clubes e os pequenos e médios. Equipes com elencos mais fartos, como o Manchester City, por exemplo, teriam vantagem em confrontos contra adversários mais fracos, que têm maior dificuldade em manter no banco de reservas jogadores à altura dos titulares.

Vale apontar que a proposta da Fifa não é uma determinação. Ela precisará ser analisada pela IFAB, a famosa International Board, órgão que discute e implementa novas regras no futebol.

É importante também ressaltar que, mesmo sendo aprovada pela IFAB, a implementação da nova regra ficaria a cargo das competições, que poderiam simplesmente decidir não acrescentá-la às suas diretrizes.