A Fifa promete apertar o cerco sobre irregularidades na escolha das sedes da Copa do Mundo. Recém-nomeado chefe do Comitê de Ética da entidade, Michael García investigará possíveis casos de corrupção envolvendo as eleições de Alemanha, Rússia e Qatar como organizadores da competição.

Segundo García, nem mesmo Joseph Blatter ficará livre das investigações. Candidato à presidência da entidade, Mohamed Bin Hammam é outro alvo, diante das suspeitas de que teria pago dirigentes caribenhos para facilitar a escolha do Qatar como sede do Mundial de 2022.

“Quanto mais importante é a pessoa envolvida, mais importante investigá-la. E não haverá influência alguma da Fifa. Para isso estou aí, para garantir independência. Além disso, existe também a figura do juiz externo, que decidirá sobre os meus casos”, declarou.

O chefe do comitê de ética também prometeu monitorar o caso de suborno pago a Ricardo Teixeira e João Havelange pela empresa de marketing ISL. Durante a década de 1990, os dirigentes aceitaram cerca de US$ 14 milhões em troca de vantagens na venda dos direitos de transmissão da Copa do Mundo.

Aos 51 anos, García foi nomeado para o cargo em julho, ao lado do alemão Hans-Joachim Eckert. Ex-promotor federal, o americano investigou anteriormente a atuação da máfia e as fraudes financeiras nos Estados Unidos.