Documentos do Football Leaks, revelados pela revista alemã Der Spiegel, mostraram que os principais clubes do mundo articulam a criação de uma Superliga Europeia, um campeonato fechado, com 11 fundadores e cinco convidados, sem ligação com nenhuma entidade organizadora do futebol europeu ou mundial. E é claro que as entidades organizadoras do futebol europeu e mundial não gostaram disso.

O torneio entraria efetivamente no lugar da Champions League e também existem conversas sobre abandonar as ligas nacionais. Na última terça-feira, o presidente da Uefa, Aleksander Ceferin, e a Associação de Ligas Europeias, representante de 35 ligas profissionais em 28 países, alcançando um total de 939, posicionaram-se contra a ideia.

Conversando com repórteres, segundo a agência de notícias AP, Gianni Infantino, presidente da Fifa, subiu o tom e ameaçou proibir jogadores que disputarem uma eventual Superliga Europeia de jogarem torneios como as ligas nacionais, a Eurocopa e inclusive a Copa do Mundo. “Ou você está dentro ou está fora. Isso inclui tudo”, disse.

O diretor legal da entidade, Alsadair Bell, corroborou as palavras do chefe: “A ideia é que, se você rachou, você rachou. Não fica com um pé dentro e um pé fora. Essa seria a abordagem geral que seguiríamos, mas claro que os advogados podem debater isso por muito tempo”.

Segundo Infantino, a alternativa para a criação de uma liga fechada alternativa é a proposta de um novo e reforçado Mundial de Clubes, que juntaria 24 times, 12 deles europeus, com ganhos estimados em US$ 3 bilhões. “É a resposta para qualquer tentativa de ligas dissidentes”, disse. “As pessoas ainda são bem razoáveis. Eu confio que os donos dos clubes e os presidentes conseguirão ter uma discussão”.