A Fifa anunciou um plano para estabelecer um padrão mundial de licenciamento de clubes até o fim de 2016. Equipes já existentes e aquelas ainda a serem formadas precisarão respeitar uma série de exigências mais uniformes para estarem associadas à entidade máxima do futebol. O órgão estabelecerá um modelo para todo o mundo, mas deixou claro que terá, sim, uma preocupação de levar em conta as especificidades do esporte em cada um dos continentes.

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Segundo o site oficial da entidade, todas as seis confederações se reuniram nesta semana em um seminário de dois dias, em Zurique, para discutir esses novos parâmetros que guiarão o futebol mundial. Foi a primeira vez que todos estiveram presentes para debater o novo programa, já implementado de forma bem-sucedida na Europa e na Ásia, de acordo com a Fifa. Atualmente, a Concacaf (América do Norte e Central) e CAF (África) estão em diálogo com a entidade máxima do futebol para introduzir os sistemas de licenciamento nessas regiões, enquanto a Conmebol e a OFC (Oceania) devem fazê-lo até o fim de 2016.

O sistema de licenciamento tem alguns pilares importantes com os quais os clubes associados deverão se comprometer: um programa de desenvolvimento de jogadores jovens, a promoção do fair play, estádios seguros e confortáveis para torcedores e profissionais da imprensa, instalações de treinamento adequadas, técnicos e médicos qualificados, além de dirigentes profissionais e bem instruídos. Legalmente e financeiramente, as agremiações ainda precisarão aderir a estatutos internacionais, com administrações limpas e transparentes e sujeitas a auditorias fiscais independentes.

Todos os itens listados pela Fifa parecem ser o mínimo que esperamos para agora, antes mesmo da implementação completa do programa, e a falta de especificação sobre o que cada um deles significará na prática nos deixa sem saber o que esperar da rigidez desse controle e da eficácia das medidas. De qualquer forma, é melhor saber que existe algum esforço em profissionalizar e reparar fraquezas que afligem vários clubes, sobretudo de centros menores, do que ficar apenas conjecturando soluções. Que o respeito às especificidades de cada região seja mesmo levado em conta, já que determinadas exigências podem ser elitistas e inalcançáveis para algumas das equipes já associadas.