A lista de indicados pela Fifa ao Prêmio The Best continua repercutindo. Em uma temporada que não foi exatamente numerosa em grandes destaques individuais, na qual estiveram mais privilegiadas as histórias coletivas, os 10 eleitos pela entidade à honraria não agradaram a muita gente. Há nomes contestáveis na seleção final, enquanto outros tantos concorrentes dignos terminaram de fora. E a ausência de Bernardo Silva repercute. Técnico da seleção portuguesa, Fernando Santos foi duro em suas palavras ao comentar o episódio.

“Cada um escolhe quem quer, respeito sempre, mas há uma constatação que faço. Naquele lote de 10 é anormal que o Bernardo Silva não esteja. É mais um desses jogadores que fez tudo, no clube e na seleção nacional, ganhou a Liga das Nações, até foi o MVP, e acho que seria justo que o Bernardo estivesse junto do Cristiano Ronaldo nesta votação. Na minha opinião ganhava o Ronaldo e a seguir o Bernardo”, afirmou Fernando Santos, ao Canal 11.

Bernardo Silva, se não tem estatísticas avassaladoras, deu um toque a mais de talento ao Manchester City ao longo da temporada. O meia anotou sete gols e serviu sete assistências nas 36 partidas que disputou pela Premier League. Em compensação, a qualidade oferecida pelo lado esquerdo do ataque, entre dribles e passes, diz muito mais sobre o seu protagonismo com os celestes. Conquistou a tríplice coroa inglesa. Já pela seleção portuguesa, ainda brilhou na Liga das Nações, sobretudo na decisão, que valeu o prêmio de melhor jogador.

Fernando Santos fez questão de colocar Cristiano Ronaldo como seu favorito ao troféu, sem o mesmo senso crítico desta vez: “Na minha opinião, sim, o Ronaldo merece ganhar. Para além do que fez na Juventus, que foi uma mudança grande na sua vida, foram muitos anos em Madri, respondeu a grande altura no clube e na seleção. Quando juntamos tudo o que fez não tenho dúvidas que, na minha opinião, seria mais do que justo vencedor”.

Por fim, o veterano comentou sua indicação como melhor técnico do ano: “Os prêmios individuais resultam sempre do coletivo. Se não ganharmos coletivamente, dificilmente vamos depois ter prêmios individuais. É um reconhecimento, é uma honra e um orgulho estar entre os dez nomeados. É importante para o futebol português, gratificante para nós e para o país ter um português entre os nomeados. Olho da mesma forma que olhei da última vez. Com a serenidade de quem fez bem o trabalho”.