A BBC recebeu Alex Ferguson em seus estúdios e teve a melhor ideia de como conduzir uma entrevista com o lendário técnico escocês: uma conversa de quase 20 minutos sobre uma mesa de bilhar, com o jornalista e o ídolo do Manchester United trocando um papo como se fossem amigos. Uma cena um tanto quanto inimaginável nos tempos de treinador de Ferguson, que tantas vezes se indispôs com a imprensa. E foi desse bate-papo solto que saiu talvez a opinião mais sincera do ex-técnico sobre quem seria o melhor do mundo: Cristiano Ronaldo ou Lionel Messi.

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Ferguson viu o progresso de Cristiano Ronaldo em seus primeiros anos em uma grande liga de perto. Identificou o talento do português enquanto ele defendia o Sporting, o levou para o United em 2003 e treinou o camisa 7 por seis anos. Por isso, tem muita propriedade para analisar o craque.

“O Ronaldo teve o maior aperfeiçoamento, porque chegou como um jovem magrelo, de 17 anos, e tinha toda essa expectativa sobre ele. As pessoas o criticavam por simulação, mas, quando os jogadores o conheceram nos treinos, ele era fantástico. O mais importante para um grande jogador é o poder de decisão, e ele melhorou isso com o passar do tempo”, opinou o escocês.

Apesar de considerar Messi o melhor jogador do mundo, Ferguson não tem uma visão tão extrema quanto ao assunto. Ao mesmo tempo em que avalia o argentino como o número um, acredita que o camisa 10 só consegue atuar dessa maneira pelo Barcelona, enquanto Cristiano Ronaldo poderia marcar três gols em um só jogo até por equipes como o Doncaster, da terceira divisão inglesa.

“As pessoas dizem: “Quem é o melhor jogador do mundo?” Muitos respondem corretamente que é o Lionel Messi, e não dá para contestar isso. Mas o Ronaldo poderia jogar por Millwall, Queens Park Rangers e Doncaster e ainda assim marcaria um hat-trick. Não tenho certeza se o Messi conseguiria isso. O Ronaldo tem dois pés rápidos, é ágil, corajoso pelo alto. Acho que o Messi é um jogador para o Barcelona”, completou.

Além da opinião ponderada sobre quem é o melhor jogador da atualidade, vale a pena conferir a entrevista pela extensão, seu conteúdo e, é claro, pela chance de ver Ferguson jogar sinuca. Não é algo que se vê todo dia, não é mesmo?