O anúncio da contratação de Nabil Fekir pelo Betis nesta temporada foi uma grande surpresa. O jogador, de 26 anos, era uma das estrelas do Lyon e cotado para ir a vários grandes clubes da Europa. Foi para o Betis, por um preço que muitos clubes poderiam ter pagado: € 19,75 milhões. Em entrevista ao El País, o meio-campista contou sobre a sua adaptação em La Liga, a admiração por Zinedine Zidane e sobre o fato de terem poucos dribladores no futebol atual.

Sobre a adaptação na Espanha

“Eu diria que bem. É certo que os resultados coletivos poderiam ser melhores, mas no balanço geral diria que estou satisfeito. Estou em uma equipe com um ar familiar, mas não acredito que seja modesta. É certo que o Lyon é um grande clube e que o Betis não esteja há tanto tempo jogando na Europa [competições europeias]. São clubes diferentes, mas sou exigente e espero que o Betis possa alcançar a Liga Europa e a Champions. Diria que me sinto bem aqui”.

A cidade de Sevilla

“É uma cidade muito diferente de Lyon. Eu percebo que as pessoas são muito tranquilas e amáveis. Tive tempo para passear e visitar coisas que eu gostei”.

Por que o Betis?

“Porque eu gosto de desafios e colocar novos objetivos na minha carreira. Sentia a necessidade de sair da França. O Betis me oferecia um projeto de jogo interessante. Deu a minha palavra e aqui estou. Ainda que seja jovem, também vim contribuir com minha experiência. Não posso pensar a estas alturas se me equivoquei ou não. Acredito que a escolha foi boa desde o início. O projeto do Betis me interessou desde o início e é bom para a minha família”.

Diferenças da liga francesa para a espanhola

“É diferente. Na França é tudo mais tático e o futebol se baseia no físico. Aqui todo mundo toca a bola. Me surpreendeu que até equipes da parte de baixo da tabela jogam futebol e tentam construir e fazer coisas. Na França isso não acontece. Pelas minhas condições de jogo, prefiro como se joga aqui. Não quero dizer que na França seja mais fácil, simplesmente é diferente”.

Zidane

“Zidane é um grande do futebol francês e mundial. Fez história como jogador e agora tenta fazer o mesmo como treinador. Já ganhou três Champions League e isso não é algo que todo mundo possa fazer. Tenho vontade de descobrir como é jogar no Bernabéu. Nunca fiz isso. Sempre vi pela televisão e deve ser bonito se ver jogando aqui. Para levarmos a algo positivo, temos que fazer uma grande partida”.

Jogador do Real Madrid que mais gosta

“Há muitos bons jogadores. Se tiver que destacar alguém, diria que Karim Benzema, que fez um grande início de campanha e tem muitos anos assim. É regular e constante. Faz gols e faz outros marcarem. Eu conhecia pouco, joguei um pouco com ele na seleção. Com ele é mais fácil jogar porque compreende bem o jogo. Não sei se seria um espelho para mim como jogador porque é um atacante e eu sou meio-campista. Mas, sem dúvida, é uma referência por como fez história em um clube da grandeza do Real Madrid. Tampouco quero me esquecer de [Raphael] Varane, que é um dos melhores defensores que conheço”.

Por que não se dribla muito no futebol?

“É verdade. Não há muitos dribladores. Acredito que se deve também a ter defensores mais físicos e mais inteligentes. Os defensores subiram de nível. Acredito também que se perdeu o futebol de rua. É uma pena, essa liberdade de fazer as coisas. Você vai crescendo e o futebol profissional todo é mais posicional e mais tático. Sim, há coisas que se perderam. Se vê o futebol como uma profissão e como um trabalho, mas no final é uma paixão, um jogo. Eu tento estar tranquilo em campo e me sentir livre, não estar estressado. Jogo sem pensar, com a cabeça livre”.

Assista La Liga pela ESPN! Assinando pelo UOL Esporte Clube, você paga pouco e a Trivela ganha uma comissão sobre a assinatura. E você ganha 7 dias grátis!