Reposição com os pés caso a bola saia pelas linhas laterais, permissão para o cobrador de faltas tocar para si próprio, substituições ilimitadas, tempo de jogo corrido e punições por cera: a Federação Holandesa recebeu permissão da Fifa para testar essas cinco novas regras, após sediar com congresso com com federações de futebol de Alemanha, Inglaterra, Bélgica, além de representantes da MLS.

O diretor da KNVB, sigla da Federação Holandesa, Gijs de Jong, tranquilizou que “de modo algum todos os experimentos levarão a uma mudança nas regras do jogo” e que é algo pensado em longo prazo, mas que os envolvidos nas discussões estão ouvindo demandas dos torcedores, especialmente relacionadas à perda de tempo.

“Discutimos isso com diferentes grupos-alvo, como treinadores, torcedores, jogadores e jovens, e sempre chegamos a esses cinco pontos”, afirmou à Voetbal International. E acrescentou, ao AD: “Pesquisas mostram, por exemplo, que muitos deles (torcedores) estão perturbados com o tempo gasto. O tempo efetivo de jogo é geralmente de apenas 50 minutos. É por isso que também queremos ver coisas assim”.

“Queremos tornar o futebol à prova do futuro. Quando você vê a rapidez com que o mundo está mudando, o futebol não pode parar. E isso se ajusta à nossa cultura do futebol para estar na vanguarda”, acrescentou.

No começo, os experimentos serão realizados pela Federação Holandesa apenas nas categorias de base, depois se expandindo “para outros departamentos”. “Achamos que é nosso dever pensar em mudanças que podem tornar o futebol mais atraente, sem mudar de caráter. Também não são medidas introduzidas amanhã ou em cinco anos. Portanto, não é uma revolução, mas uma evolução do futebol”, disse De Jong.

“A Fifa realmente vê a Holanda como uma sala de parto”, completou, ao site NOS.

A reunião também chegou a conclusões sobre mudanças no VAR: um sistema de detecção semi-automático de impedimento, no lugar das pouco satisfatórias linhas, melhorar a comunicação e desenvolver equipamentos de baixo custo que possam ser usados pelos países mais pobres.