“O Arsenal contratou seu segundo atacante de Copa do Mundo em dois dias”, começou a matéria da BBC, em 3 de agosto de 1999, 20 anos atrás, “com Thierry Henry transferindo-se da Juventus por um valor recorde para o clube”. Henry foi anunciado pelo Arsenal um dia depois de Davor Süker. O croata era a estrela, 30 anos, artilheiro do Mundial da França, ex-jogador do Real Madrid. Henry, a promessa. Tinha 22 anos e não estava feliz na Juventus. Arsène Wenger bancou os reforços com o dinheiro da venda de Nicolas Anelka para os merengues.

A realidade foi diferente da expectativa. Suker ficaria apenas uma temporada no norte de Londres. Henry devolveria um pouco mais ao Arsenal. “Ele é um jovem jogador de seleção que será um grande ativo do Arsenal. Tem boa experiência por clubes e seleção e reforçará consideravelmente nosso poder de fogo. Tem um bom espírito e mentalidade para um jovem, velocidade, força e muito drible. Ele passa muitas opções. Pode jogar aberto ou pelo meio e faz qualquer coisa ser possível quando tem a bola nos pés”, analisou Wenger naquela época, ao se reunir com o garoto que ajudou a formar no Monaco.

Essa ele acertou. Com velocidade, força, técnica fora do comum, habilidade estonteante e a personalidade de um líder, Henry tornou-se uma lenda. Foi eleito o maior jogador da história do clube, dois anos atrás, graças a 228 gols em 377 partidas, duas conquistas da Premier League, três da Copa da Inglaterra e uma final de Champions League.

O que nunca lhe faltou foram os golaços. A sensação, aliás, é que todas as vezes em que Henry mandou uma bola para as redes houve algo de inacreditável na jogada, fosse o domínio, a arrancada, a finalização ou simplesmente a classe incomparável com a qual ele fazia tudo isso. Duvida? Então, confira comigo no replay.

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Bônus: ele ainda sabia passar a bola muito bem