As chances de Robinho ser o melhor jogador do mundo já foram para o brejo, mas ele ainda consegue ser um jogador importante de um dos maiores clubes da Europa. Até pelas expectativas que se criaram em torno dele – algumas justas, outras nem tanto -, fica a impressão de que a fase do pedalador é ruim, o que não é exatamente verdade.

Robinho não é o craque do Milan, mas, como em outras temporadas, está sendo um bom coadjuvante. Foi titular em quatro dos seis jogos da equipe no Campeonato Italiano. Marcou duas vezes e deu duas assistências, inclusive a do gol da vitória sobre a Sampdoria, neste sábado.

A partida era particularmente importante para o clube, que não ganhava há três jogos na Serie A. E difícil porque não tinha Mario Balotelli, suspenso após ter sido expulso contra o Napoli, e uma legião de jogadores machucados, como Kaká, Stephan El Shaarawy e Riccardo Montolivo.

O brasileiro jogou com Alessandro Matri e Valter Birsa, autor do gol, no ataque. Diferente de outros jogos, não ficou tão preso na esquerda e participou de jogadas em quase todos os setores do campo ofensivo. Também foi importante na parte defensiva, com dois desarmes, mesmo número de jogadores como os volantes Nigel De Jong e Sulley Muntari.

O último jogo de Robinho pela seleção brasileira foi em agosto de 2011, contra a Alemanha, quando o time ainda era comandado por Mano Menezes. O melhor jogador da era Dunga não teve chance com Luiz Felipe Scolari e disputar a Copa do Mundo de 2014 parece mais um sonho de verão. Para torná-lo realidade, não precisa ser o melhor do mundo, mas ao menos deixar de concorrer ao Oscar de coadjuvante e brigar um pouco mais pelo de protagonista.