Faltou precisão para transformar domínio em vitória, mas o 0 x 0 classificou o Athletico

O Athletico Paranaense controlou os 90 minutos contra o Jorge Wilstermann, criou uma série de chances claras de gol, mas, sabe-se lá como, não conseguiu converter nenhuma delas e ficou apenas no 0 a 0 na Arena da Baixada. Frustrante pelo que o Furacão construiu, mas suficiente para avançar às oitavas de final no grupo mais equilibrado da Libertadores.

A vitória do Peñarol sobre o Colo-Colo embolou tudo. Uruguaios e chilenos têm seis pontos, o Jorge Wilsterman somou sete, e o Athletico Paranaense lidera a chave com 10 e não pode mais ser alcançado pelos dois lanternas. Encara o Peñarol, fora de casa, para selar o primeiro lugar.

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O Furacão jogou sozinho o primeiro tempo. Bateu 88% de posse de bola nos primeiros dez minutos e terminou a etapa com 80%. Deu 11 finalizações e não sofreu uma do Jorge Wilstermann. Criou chances perigosas, geralmente na bola parada, mas não conseguiu transformar o domínio em vantagem no placar, em parte porque insistiu em cruzamentos no atacado. Foram 29 centros, um a cada um minuto e meio, e apenas oito corretos.

Ainda assim, houve mais de uma situação em que o gol poderia muito bem ter saído antes do intervalo. Aos 18 minutos, Abner bateu cruzado para dentro da área e Zenteno quase marcou contra. Um dos seis cruzamentos de Jonathan durante a etapa foi desviado e sobrou para Erick. Seu chute foi desviado e tirou tinta da trave de Giménez.

Na cobrança de escanteio, a bola foi desviada na primeira trave, Giménez espalmou para cima e, antes que o Furacão pudesse completar, foi cortada, com uma bicicleta, quase em cima da linha. Houve também uma falta de Thiago Heleno em outro local da grande área durante esse lance. Aos 41 minutos, Abner recebeu pela esquerda e ficou cara a cara com Giménez, que defendeu o primeiro chute, o rebote e ainda cavou um tiro de meta ao espalmar nas pernas do lateral esquerdo.

Léo Cittadini pegou uma sobra da entrada da área, girou e bateu, muito perto do ângulo direito, no primeiro lance de perigo do segundo tempo. Quatro minutos depois, Thiago Heleno cruzou para Jorginho desviar, à queima-roupa. Luis Ojeda, que havia entrado no lugar de Giménez no fim do primeiro tempo, conseguiu fazer a defesa. O rebote foi dividido entre a marcação do Wilsterman e Bissoli e acertou a cabeça de Jorginho, ainda caído dentro da pequena área. O árbitro marcou impedimento.

A única boa chegada do Jorge Wilsterman, aos 31 minutos, seria um castigo cruel ao Furacão. Esteban Orfano escapou pela direita e cruzou rasteiro para a entrada da área. Melgar pegou de primeira, e Santos espalmou por cima do travessão. O Athletico ainda teve mais uma chance de fazer o gol, com uma cabeçada firme de Erick, que Ojeda defendeu quase em cima da linha.

O golzinho da vitória no fim não saiu. Sorte do Furacão que não fez falta.

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