A Dinamarca teve muito cedo tudo que os times da Copa do Mundo buscam: o primeiro gol. Eriksen marcou logo aos sete minutos, em uma jogada muito bem trabalhada. Mas parou por aí. Mesmo em vantagem no placar, os europeus não conseguiram criar oportunidades o bastante para matar a partida. Antes do intervalo, um novo pênalti de Poulsen deu o empate para a Austrália. E, no segundo tempo, a produção ofensiva dinamarquesa conseguiu piorar, com atuações individuais muito fracas. No outro lado, os australianos fizeram o que puderam para tentar a vitória. E não conseguiram por pouco. No fim, empate por 1 a 1, que encaminha a classificação dinamarquesa. Mas ainda não a confirma. 

Na dúvida, toca para o Eriksen

Christian Eriksen é o dono do time dinamarquês. Antes da Copa do Mundo, ele participou diretamente de 17 dos últimos 26 gols da seleção, com 12 tentos e cinco assistências. Ele havia dado passe para o gol de Poulsen, na estreia contra o Peru. E, diante da Austrália, abriu o placar. Recebeu o passe de Jorgensen e estufou as redes para fazer 1 a 0. 

Pênaltis

A Dinamarca estava no controle, mas sem criar grandes oportunidades. A Austrália tentava acelerar as jogadas pela ponta, sem grande qualidade. Mas, pela segunda vez na Rússia, ganhou um pênalti por causa de um toque de mão dentro da área, de Poulsen – contra a França, havia sido Umtiti. Da mesma maneira, a Dinamarca teve dois pênaltis contra si anotados com o auxílio do assistente de vídeo. Jedinak cobrou e fez seu segundo gol no Mundial. Tudo empatado. 

Cheiro de crime

A Austrália foi melhor que a Dinamarca no segundo tempo. Conseguiu criar as oportunidades mais claras de fazer o segundo gol. Não conseguiu porque falta mesmo muita qualidade técnica. Mas Aaron Mooy, de novo uma rocha no meio-campo australiano, quase cometeu o crime com um chute de fora da área. Em outro momento, Leckie achou o espaço entre as pernas de Schmeichel e cruzou para a frente do gol, sem ninguém para protegê-lo. A zaga nórdica cortou. 

No outro lado, o vazio

Enquanto isso, o ataque não conseguia produzir. Com Poulsen e Jorgensen ou com Cornelius ou Braithwaite, que entraram no segundo tempo. Muito menos com Pione Sisto, que teve uma atuação constrangedora. Nos minutos finais, a Austrália chegou pela esquerda com o jovem Arzani. Schmeichel fez boa defesa. No rebote, Leckie bateu fraco e o goleirão encaixou. 

Ficha técnica

Dinamarca 1 x 1 Austrália

Estádio: Arena Samara, em Samara (Rússia)
Árbitro: Antonio Mateu (Espanha)
Gols: Christian Eriksen (DIN); Mile Jedinak (AUS)
Cartões amarelos: Poulsen e Sisto (DIN)

Dinamarca: Kasper Schmeichel; Henrik Dalsgaard, Simon Kjaer, Andreas Christensen e Jens Stryger Larsen; Lasse Schöne, Thomas Delaney e Christian Eriksen; Yussuf Poulsen (Martin Braithwaite), Pione Sisto e Nicolai Jörgensen (Andreas Cornelius). Técnico: Aage Hareide. 

Austrália: Mathew Ryan; Joshua Risdon, Trent Sainsbury, Mark Miligan e Aziz Behich; Mile Jedinak, Aaron Mooy, Matthew Leckie, Tom Rogic (Jackson Irvine) e Robbie Kruse (Daniel Arzani); Andrew Nabbout (Tomi Juric). Técnico: Bert van Marwijk.