Assim como em vários jogos desta temporada, o poder de fogo do Manchester United não foi suficiente para um bom desempenho do time como coletivo. Desta vez, no entanto, a individualidade de seus jogadores de ataque também não apareceu, e o resultado foi um frustrante empate sem gols com o Tottenham, pouco para um time cujos jogadores há algumas semanas vêm falando em entrar de vez na briga pelo título da Premier League.

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O United não tem sido essencialmente inefetivo. Contra o Newcastle, no Boxing Day, e no 3 a 0 sobre o Liverpool, por exemplo, além de ter encontrado os gols, dominou também os duelos, defensiva e ofensivamente. No jogo de hoje contra os Spurs, no entanto, o desempenho ficou mais próximo do empate com o Aston Villa ou da vitória magra sobre o Stoke por 2 a 1 – sem balançar a rede, claro.

Exceto por Juan Mata, que teve uma atuação relativamente boa, todos os jogadores de meio de campo e ataque foram mal no White Hart Lane, mas o grande diferencial da atuação deste domingo para a de sexta-feira foi mesmo o “sumiço” de Wayne Rooney. O capitão foi o grande nome do triunfo sobre o Newcastle na rodada passada, com dois gols, uma assisstência e muita participação ofensiva. Desta vez, não foi capaz de manter o bom nível atuando como meia central um pouco avançado. Como resultado disso, não criou chances para a dupla de ataque formada por Falcao e Van Persie e também não apareceu com perigo para finalizar ele próprio.

Na totalidade dos 90 minutos, o Manchester United foi o time que ficou mais perto de merecer os três pontos. No entanto, um inspirado Lloris e um segundo tempo fraquíssimo determinaram o empate. O time teve cinco finalizações a gol no jogo – todas elas na etapa inicial, todas elas defendidas pelo francês. Na etapa complementar, nada de trabalho para o goleiro, que parecia pronto para qualquer situação de perigo criada.

Apesar do resultado decepcionante não aproximar o time de Manchester dos líderes, Van Gaal ainda tem coisas boas para tirar do encontro com o Tottenham. Pela primeira vez, conseguiu repetir escalação no comando do clube, coisa que os Red Devils, aliás, não faziam desde novembro de 2012 na Premier League. Talvez não tenha sido a melhor opção 48h após o duelo com o Newcastle, mas a tentação da ideia de continuidade e uniformidade deve ter seduzido o holandês, que na metade da temporada já acumula mais de 50 lesões. A sequência já é de nove jogos sem derrotas, com sete vitórias no período, mas mesmo isso é pouco após o início tão claudicante.