O meio-campista Cesc Fàbregas usou palavras fortes para descrever a sua saída do Chelsea, em janeiro, quando trocou Londres por Monaco. Segundo o espanhol, ele gostaria de renovar o contrato com o clube inglês, mas a chegada de Maurizio Sarri e do que ele chamou do seu “filho”, Jorginho, tiraram o seu espaço. E, assim, precisou deixar o clube pelo qual jogava desde 2014.

“Eu estava no Chelsea e poderia renovar meu contrato para continuar lá. Um novo técnico chegou e veio com um jogador que, para ele, era como um filho”, disse Fàbregas em coletiva de imprensa do Monaco. “Para mim, foi difícil jogar cada jogo, isso é o que eu quero fazer. Eu amo futebol. Quando eu jogava pelo Chelsea, eu estava feliz”, disse o meio-campista. “Mas é impossível jogar a cada partida, fosse pelo motivo que fosse”.

Fàbregas atuava pouco pelo Chelsea na temporada, por isso deixou a equipe. Foram seis jogos na Premier League (apenas um como titular e 175 minutos no total), cinco jogos pela Liga Europa (quatro como titular, 385 minutos), três jogos pela Copa da Liga (todos como titular, 270 minutos), um pela Supercopa da Inglaterra (titular, 60 minutos) e outro pela Copa da Inglaterra (titular, 85 minutos).

Desde que chegou ao Monaco, convidado pelo então técnico Thierry Henry, seu ex-companheiro de Arsenal, se tornou um titular importante. São 10 jogos na Ligue 1 (todos como titular, 863 minutos), um pela Copa da Liga (titular, 90 minutos) e outro pela Copa da França (veio do banco, 20 minutos).

“Os melhores times da Europa vêm para levar jogadores do Campeonato Francês: Hazard, Dembélé, Pogba… Mas, exceto pelo PSG, os melhores times franceses não conseguem manter seus jovens talentos”, disse o jogador. “Fisicamente, é um bom campeonato. Há jogadores de qualidade, corajosos, que querem ir bem. Jogadores que não têm medo de assumir suas responsabilidades. Esse campeonato está progredindo, na minha opinião”.

A transferência, realizada sem custos para o clube do Principado, foi boa para o jogador e a equipe da Ligue 1, que se recuperou a saiu da zona do rebaixamento desde a sua chegada. Atualmente, o time ainda está perto da zona do rebaixamento, mas já tirou a cabeça da água. É 16º colocado, com 31 pontos, sete à frente do Dijon, 18º e primeiro time na zona do rebaixamento.