A missão de bater de frente com o atual campeão da Premier League já era difícil ao Chelsea, mas Andreas Christensen tratou de garantir que ela se tornasse impossível. No fim de um primeiro tempo de controle do Liverpool, mas sem grandes chances de gol, o zagueiro trocou um possível gol dos Reds por uma expulsão e comprometeu todo o plano de Frank Lampard. Com a superioridade numérica, o time de Jürgen Klopp ampliou seu domínio e rapidamente construiu a vitória por 2 a 0 no início do segundo tempo, com dois gols de Mané.

Desde o princípio do jogo, ficou clara a estratégia do Chelsea: foco principalmente defensivo, com as linhas compactas, e apostas no contra-ataque, sobretudo com a velocidade de Werner. Os Reds, no entanto, não davam sopa ao azar. Os Blues acabaram por finalizar apenas uma vez antes do intervalo, com o atacante alemão chutando à esquerda do gol de Alisson.

Diante da proposta do Chelsea, o Liverpool dominou as ações do primeiro tempo, mas com dificuldade em transformar a posse de bola em chances de gol.

No fim da primeira etapa, um lance primordial começaria a desenhar a vitória dos Reds. Henderson, de seu próprio campo, aproveitou a linha alta do Chelsea e lançou Mané pelo alto. O senegalês fez o facão em direção a uma área mais central e recebeu a bola cara a cara com Kepa, que saiu de sua área. Christensen, equivocado em seu julgamento, agarrou o adversário para matar o ataque.

Inicialmente, o árbitro deu cartão amarelo ao zagueiro dos Blues, mas, chamado pelo VAR, consultou a tela posicionada à beira do campo e confirmou o cartão vermelho ao dinamarquês.

Para recompor a defesa, Lampard voltou do intervalo com Tomori no lugar de Kai Havertz. Na prática, defenderia com as mesmas duas linhas de quatro que antes, mas com um a menos na frente para fazer pressão. O Liverpool também mudou: lesionado, Henderson saiu para a entrada de Thiago, que fez a sua estreia com a camisa dos Reds.

Com um a mais e já dominante no primeiro tempo, o Liverpool agora passaria a ter ainda mais controle do jogo. Alargaria o campo, jogando pelos lados, tentando abrir espaços na defesa do Chelsea e trocando passes próximos. Não demorou para a superioridade numérica se transformar em superioridade no placar.

Aos cinco minutos, em bela trama coletiva, Firmino tabelou com Salah pelo lado direito, dentro da área, e cruzou para cabeçada de Mané, longe do alcance de Kepa: 1 a 0.

Quatro minutos mais tarde, Mané pressionou a saída de bola do Chelsea após perder a posse, Tomori recuou para o goleiro espanhol, e, provando mais uma vez que não tem futebol para ser titular dos Blues, o arqueiro errou o passe curto para Jorginho, entregando no pé do senegalês. Mané não desperdiçou e fez seu segundo no jogo.

Mesmo perdendo por 2 a 0, o Chelsea parecia mais preocupado em evitar uma derrota maior do que em buscar diminuir a desvantagem e sonhar com o empate. O Liverpool tocava a bola com tranquilidade até cruzar a linha que divide o campo, já que os Blues recuavam e aproximavam suas linhas em seu campo de defesa. Com a posse, o time de Frank Lampard não sabia o que fazer com a bola, vendo os caminhos de passe fechados pela marcação alta dos Reds. Em algumas oportunidades, a equipe da casa esteve a poucos centímetros de perder a bola em sua própria área ou intermediária.

Na bola longa, aos 28 do segundo tempo, o Chelsea enfim encontrou algo: o lançamento pelo alto para a corrida de Werner, pela ponta esquerda, deu frutos. O atacante alemão dominou, trouxe a bola para o centro, passando por Fabinho, em busca do ângulo para o chute, e foi derrubado por Thiago dentro da área. O pênalti foi assinalado, e Jorginho foi para a cobrança, mas parou em defesa de Alisson.

Aos 34 minutos, Lampard promoveu alteração dupla, tirando Jorginho e Kovacic para as entradas de Barkley e Tammy Abraham. Manteve a disposição tática de 4-4-1, mas jogando agora Werner para a ponta direita e Abraham como o mais avançado.

Cinco minutos depois de entrar, o camisa 9 teve sua primeira boa chance. Recebeu o passe de Werner no contra-ataque, pela esquerda, e teve bastante tempo para ajeitar o corpo dentro da área. Demorou demais, viu seu ângulo se fechar, mas ainda assim conseguiu uma boa finalização, parando em defesa de Alisson, que espalmou para o lado.

Passadas as raras chances de gol do Chelsea, o Liverpool administrou o resultado na reta final, ainda assim rondando a área dos Blues. A vitória confortável leva os Reds a seis pontos em duas rodadas, enquanto o Chelsea estaciona nos mesmos três pontos que havia conquistado na semana passada, contra o Brighton.

Lampard tinha um plano em ação que, como mostrou o primeiro tempo, tinha condições de funcionar. Mesmo com a bola, o Liverpool não conseguia transformar isso em chances verdadeiramente perigosas de gol. Christensen, então, colocou tudo a perder em uma péssima decisão, e Kepa, mais tarde, em falha individual, tratou de enterrar qualquer chance de resultado positivo, fosse ele a vitória ou o empate.

O técnico dos Blues não deve ver a hora de poder contar com Thiago Silva, que treinou pela primeira vez com seu novo clube apenas na quarta-feira (16), e Édouard Mendy, goleiro do Rennes que deve ser anunciado na próxima semana.

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