Son Heung-min conseguiu escapar do serviço militar completo obrigatório do exército da Coreia do Sul ao levar a seleção à vitória nos Jogos Asiáticos de 2018, mas ainda teve que cumprir um período menor de treinamentos. Aproveitou a paralisação do futebol ao redor do mundo por causa da pandemia de coronavírus para fazê-lo, uma experiência que, segundo ele, foi “dura, mas especial”.

Ele precisava completar o programa antes dos 28 anos, que completará em julho. Foi condecorado pelo bom desempenho e disse, em entrevista ao site do Tottenham, que usou o uniforme militar e tentou aproveitar a experiência. Longe do distanciamento social, Son contou que ficou em uma mesma sala, com dez pessoas, “muito próximo, trabalhando juntos”, e que, no começo, os outros rapazes ficaram um pouco tímidos diante de uma estrela internacional de futebol. Confira o papo abaixo.

O tempo afastado também serviu para que Son recuperasse o braço que quebrou durante um jogo contra o Aston Villa. Ele afirma estar em boa forma e fisicamente bem para o retorno do Tottenham ao futebol, contra o Manchester United, provavelmente entre 19 e 21 de junho, datas em que a Premier League pretende retornar suas atividades.

“Eu me senti muito mal depois do jogo contra o Villa. Não percebi quão ruim era. Eu estava vendo o jogo contra o Villa em casa. Foi emocionante, como comemoramos, e depois fui ao hospital e vi o raio-x e fiquei chocado. Não conseguia acreditar porque eu continuei jogando. Os três meses passaram muito rápido para mim. Eu tive serviço militar e fico grato ao clube por ter me deixado ir. Ao clube, aos torcedores, a todos que me deixaram ir para voltar em forma e treinando novamente”, disse.

Son marcou 16 gols em 32 partidas pelo Tottenham em todas as competições desta temporada.