Mais distância foi percorrida em uma velocidade maior durante a Copa do Mundo de 2019 em comparação com o torneio mundial de quatro anos atrás, evidenciando a rápida evolução física do futebol feminino, descobriu um estudo publicado pela Fifa.

A análise transformada em um relatório de 169 páginas foi conduzida por Paul Bradley, Leitor na Universidade John Moores, de Liverpool, e consultor do Barcelona, e Dawn Scott, ex-diretor de desempenho físico da seleção feminina dos EUA e atualmente trabalhando com as mulheres da Inglaterra.

Segundo Bradley, o estudo identificou um aumento aproximado de 15% a 30% na intensidade das corridas das jogadores de todas as posições entre um torneio e outro, equivalente à evolução da Premier League ao longo de sete temporadas.

“Olhamos a evolução da Premier League ao longo de sete anos e descobrimos porcentagens quase idênticas às do jogo feminino em apenas quatro anos, então isso pode indicar uma evolução ligeiramente mais rápida de um ponto de vista físico no futebol das mulheres”, disse, em uma conferência virtual, segundo o Guardian.

“Havia um consenso na imprensa e dentro do esporte que o jogo havia evoluído fisicamente e precisava apenas de um pouco de evidência”, continuou. “Intuitivamente, quando eu via os jogos, eu conseguia ver isso acontecendo, mas era muito subjetivo. O legal da ciência é que ela confirma tangível e quantitativamente aquela observação. Mais importante, nos dá uma porcentagem, uma magnitude da mudança”.

E como você quantifica a intensidade de uma corrida? O estudo acompanhou 436 jogadoras de 24 países e separou os piques em cinco categorias:

Zona 1: 0-7 kms/h
Zona 2: 7-13 kms/h
Zona 3: 13-19 kms/h
Zona 4: 19-23 kms/h
Zona 5: acima de 23 kms/h

O estudo descobriu que houve uma ligeira queda nas corridas de até 13 kms/h, mas houve um crescimento de 5%, 15% e 29% nas zonas 3, 4 e 5, respectivamente.

Outros aspecto interessante é que houve um aumento de corridas da Zona 5 na comparação entre a fase de grupos e o mata-mata, indicando que os jogos eliminatórios da Copa do Mundo de 2019 foram realizados em um ritmo maior.

E se há mais exigência física, as jogadoras também precisam estar mais bem preparadas. “Uma equipe coesa e integrada de médicos e preparadores físicos é essencial para preparar as jogadoras e, no fim, o objetivo é maximizar a disponibilidade da jogadora para treinadores, otimizando o desempenho físico e minimizando o risco de lesões”, encerrou Scott.

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