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[Vídeo] A torcida que lutou para legalizar os sinalizadores no futebol norueguês

Os sinalizadores são tema de uma grande discussão no futebol. A beleza do espetáculo que proporcionam nas arquibancadas é inegável, ajudando a tornar a atmosfera do jogo ainda mais vibrante. Entretanto, o show tem um custo. E pode causar problemas. A interrupção das partidas por conta da fumaça é algo menor, diante da inconsequência de quem pode manejar os fogos de artifício. Não à toa, os episódios lastimáveis se repetem de tempos em tempos, como a morte do garoto Kevin Espada na Libertadores ou mesmo os incidentes o Vicente Calderón na atual edição da Champions League.

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No entanto, é possível usar os sinalizadores sempre com responsabilidade? O exemplo a seguir vem do Brann, um dos clubes mais tradicionais da Noruega. Depois que os fogos foram proibidos no campeonato local, há três anos, a própria torcida batalhou para conseguir a legalização. E estabeleceu uma série de compromissos para ganhar uma permissão especial para a pirotecnia. Os torcedores firmaram acordos com os bombeiros, a polícia e a segurança do estádio. Precisam comparecer horas antes do jogo para vistorias e listar os nomes de quem usará os sinalizadores. Assim, conseguem fazer o tradicional espetáculo. E não são todos os clubes noruegueses que têm a carta branca.

O vídeo abaixo é produzido pelo ótimo Copa90, canal do Youtube especializado em futebol. Eles conversaram com alguns torcedores do Brann, que falaram sobre a importância do clube na comunidade local e o uso dos sinalizadores dentro do conceito de futebol que eles têm. O áudio está em inglês, e as legendas podem ser ligadas. Serve para fomentar o debate que está longe de ter uma concordância e precisa ser adaptado a diferentes realidades.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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