Europa

Swansea contratou Gudjohnsen, mas não aquele. É irmão daquele

O Swansea adicionou mais um jogador da Islândia ao seu elenco. Depois de alguns meses de treinamento no clube e uma passagem rápida pelo Breidablik, time islandês, os galeses decidiram providenciar um contrato para Gudjohnsen assinar. Mas não aquele Gudjohnsen. É o irmão de Eidur, ex-Barcelona. Seu nome é Arnor, como o pai, também considerado um dos maiores jogadores da história do país nórdico. Ele tem apenas 16 anos, mas já atuará na Premier League, liga em que seu irmão conheceu usando camisas diferentes.

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A partir de julho, Arnor começará a jogar no Swansea junto ao seu compatriota Gylfi Sigurdsson, que tem feito uma ótima temporada, somando nove gols e 11 assistências. Irmão apenas do mesmo pai de Eidur, ele terá a chance de crescer bastante no futebol inglês e, quem sabe, ser um substituto do ex-jogador do Barcelona na seleção islandesa. As chances de isso acontecer são grandes, já que o esporte está no sangue de sua família. Arnor “pai” também representou a Islândia internacionalmente e fez seu nome no Anderlecht e no Bordeaux.

Arnor “filho” impressionou o Swansea fazendo a função de camisa 10, jogando atrás do atacante principal. Talvez leve um tempo até que ele comece de fato a jogar com Sigurdsson. Ainda é muito novo e provavelmente pegará experiência nas categorias de base antes de entrar nos gramados pela equipe principal. Mas com certeza seria marcante vê-lo entrando no lugar do irmão mais velho em um jogo da Islândia. Reproduziria a cena protagonizada por Eidur, quando tinha 17 anos, e seu pai. Em 1996, durante partida contra a Estônia, o garoto entrou no time justamente para substituir o progenitor. Aos 38 anos, Eidur vinha sendo convocado à equipe nacional até o último ano, participando da Euro 2016.

Ainda que na Islândia histórias de hereditariedade como esta não sejam incomuns (e o veterano da seleção Kari Arnason explica o porquê), não deixa de ser curioso o segundo filho de um homem que se destacou pela equipe nacional trilhando uma carreira em um time que joga na elite do futebol inglês. Seria simbólico se o garoto de 16 anos substituísse o irmão em uma partida da seleção.

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Nathalia Perez

Jornalista em formação trabalhando a favor de um meio esportivo mais humano. Meus heróis sempre foram jogadores de futebol, mas hoje em dia são muito mais heroínas.

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