Europa

Parecia que domínio do Bate Borisov acabaria, mas um gol nos acréscimos garantiu 12º título consecutivo

O Bate Borisov estendeu o seu domínio em Belarus. Neste domingo, sacramentou o seu 12º título consecutivo. Só que manter o título não foi tão fácil. A conquista só veio nos acréscimos do último jogo, com um gol marcado na chamada bacia das almas. Perdendo por 3 a 2 do Gorodeya, o Bate via o título escapar e o rival Dínamo Misk ficar com a taça. Um gol aos 51 minutos mudou a história da liga.

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Segundo colocado no início da rodada, o Dínamo Misk venceu o seu jogo na última rodada contra o Vitebsk por 4 a 1, com tranquilidade, colocando a pressão para o time que domina a liga. O Bate, fora de casa, perdia o jogo e a taça. O Dínamo Misk foi campeão pela última vez em 2004. Um ano depois, o Shakhtyor Soligorsk ficou com a taça. Desde 2006, porém, só dá Bate Borisov.

O Bate chegou a estar perdendo por 3 a 1 neste domingo e a situação ficou complicada. Com 33 minutos de jogo, o Bate conseguiu diminuir o placar e ganhar alguma esperança quando Vitali Rodionov marcou. O gol do milagre veio de forma sofrida, aos 51 minutos, depois de um bate e rebate na área (perdão pelo trocadilho). O gol veio, a torcida foi à loucura, o time comemorou muito. É taça mais uma vez para o Bate.

O Dínamo Misk terá que esperar mais um ano para tentar quebrar essa enorme hegemonia do Bate. E mais uma vez, na próxima temporada, veremos o Bate na próxima edição da Champions League, tentando superar as fase preliminares para chegar à tão sonhada fase de grupos.

Contando todas as ligas na Europa, o Bate Borisov tem o quarto maior número de títulos consecutivos em um país. Os recordistas, com 14 títulos consecutivos na sua liga nacional, são Lincoln, de Gibraltar (2002/03 a 2015/16) e Skonko, da Letônia (1991 a 2004). Em seguida, vem o Rosenborg, da Noruega (1992 a 2004).

Veja o gol:

https://youtu.be/__BsexIGCnM

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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