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O heroico empate do Dundalk na Liga Europa já rendeu mais que o título irlandês

A relevância da Irlanda no futebol de clubes, ao contrário do que acontece com a sua seleção, é mínima. O país ocupa apenas o 41° lugar no ranking de ligas da Uefa, abaixo de nações como Moldávia e Letônia. Para se ter uma ideia, a premiação pelo título nacional rende €110 mil ao campeão. Menos do que o Dundalk embolsou nesta quinta, ao conquistar o primeiro ponto de um clube irlandês na história das fases de grupos das competições europeias. Os nanicos viajaram até a Holanda e arrancaram o heroico empate por 1 a 1 com o AZ, que rendeu €120 mil.

Antes do Dundalk, o Shamrock Rovers marcou o nome da Irlanda na etapa principal dos torneios continentais. Entretanto, foi um mero saco de pancadas na Liga Europa 2011/12, com seis derrotas em seis jogos. Pegou um grupo difícil, contra Tottenham, Rubin Kazan e Paok. Mesmo assim, o desempenho não precisava ser tão ruim, com 19 gols sofridos e apenas quatro marcados. O Dundalk, por sua vez, também não terá moleza, pegando Zenit e Maccabi Tel-Aviv. Mas roubar um ponto fora de casa já merece comemoração.

O AZ abriu o placar aos 15 minutos do segundo tempo, com Wuytens, que precisou ser substituído logo na sequência ao ficar desacordado por um choque com o goleiro. Alguns jogadores do clube holandês chegaram a chorar, enquanto o companheiro era socorrido pelos paramédicos. Wuytens deixou o estádio já consciente, encaminhado para realizar exames. Depois do susto, o AZ ficou com um jogador a mais, diante da expulsão do capitão O’Donnell. Mesmo assim, os irlandeses tiveram forças para achar um gol aos 44 minutos, em cabeçada de Kilduff.

Pequena, mas fervorosa, a torcida do Dundalk fez a festa em Alkmaar. Mais legal ainda vai ser o envolvimento em Dublin. Na próxima rodada, os irlandeses receberão o Maccabi Tel-Aviv, em uma noite certamente especial. Quem sabe, para embolsarem outra “fortuna” para os seus padrões. A mera classificação à Liga Europa já rende €5,4 milhões.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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