Europa

Ibra fez escola na Suécia, e Guidetti mandou a humildade para o espaço em entrevista brilhante

Maior símbolo do futebol sueco, Ibrahimovic parece não inspirar seus conterrâneos apenas esportivamente, mas também no espírito e nas entrevistas. Se o craque do Paris Saint-Germain já fez o bastante para agir com excesso de confiança nos jogos e na entrevistas, John Guidetti ainda tem muito o que mostrar, mas isso parece não significar muita coisa para o jovem do Manchester City. Após golear a Dinamarca por 4 a 1 e garantir vaga na final da Eurocopa sub-21, o atacante não se conteve na entrevista pós-jogo e rebateu as provocações dinamarquesas.

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Eufórico e sem papas na língua, Guidetti teve a espontaneidade de um Marinho e foi falando as primeiras coisas que vinham à sua mente. O resultado foi uma entrevista marcante, que deixou até o repórter da TV sueca surpreso.

“Talvez seja a hora de eles irem para casa. Parar de dizer que era fácil jogar contra a gente depois de perder por 4 a 1. É um pouco vergonhoso. Somos os melhores entre os nórdicos. Agora vamos jogar a final, somos a Suécia, o resto pode ir para casa. Deixamos e deixamos eles falarem o que precisavam falar, mas no final se trata de mostrar resultados, e eles apenas falaram e não mostraram resultado. Isso não funciona. Fomos superiores, completamente superiores. Vencemos por 4 a 1, fomos superiores. Este foi o pior time que enfrentamos na Eurocopa sub-21”, afirmou o sueco.

É desse nível de confiança que a Suécia irá precisar para bater a favorita seleção portuguesa na decisão desta terça-feira. Os suecos podem ter goleado e provado serem mesmo os melhores nórdicos na categoria, mas os lusitanos também impressionaram durante o torneio e ainda massacraram a forte Alemanha por 5 a 0 também na semifinal. Melhor deixar as declarações ácidas para lá desta vez.

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Leo Escudeiro

Apaixonado pela estética em torno do futebol tanto quanto pelo esporte em si. Formado em jornalismo pela Cásper Líbero, com pós-graduação em futebol pela Universidade Trivela (alerta de piada, não temos curso). Respeita o passado do esporte, mas quer é saber do futuro (“interesse eterno pelo futebol moderno!”).

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