Europa

Hampden in the Sun: há 60 anos, Celtic aplicou a maior goleada oficial do clássico com o Rangers

“Oh, Hampden in the sun
Celtic seven and Rangers one
All my days I will sing in praise
Of the Celtic team that played that day”

Apenas uma palavra para o Celtic: magnífico. Definição econômica e precisa da manchete do Sunday Post do dia seguinte à final da Copa da Liga Escocesa de 1957/58. Naquele sábado, 19 de outubro, o sol iluminava o Hampden Park, onde os grandes rivais da Escócia disputaram uma final que entrou para a história porque o Celtic, com uma atuação que merece realmente todos os adjetivos possíveis, goleou o Rangers por 7 a 1, a maior goleada oficial da história do Old Firm.

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Houve um resultado um pouco mais elástico – Rangers 8 x 1 Celtic – no Ano Novo de 1943, mas não recebe o status de oficial por ter sido realizado durante a Segunda Guerra Mundial. Os campeonatos organizados do Reino Unido foram suspensos. Partidas e até torneios foram realizados nesse período, mas com caráter extra-oficial. Muitos clubes usavam jogadores convidados porque os seus estavam longe, servindo o Exército.

O período pós-guerra foi ruim para o Celtic. Nos 20 anos que correram entre o fim do conflito e o primeiro título escocês do reinado de Jock Stein, o clube conquistou apenas uma vez a liga nacional, chegando a ficar até na 12ª posição. A dupla já era dominante naquela época, mas não tanto: times como Heart, Aberdeen e Hibernian conseguiam brigar de igual para igual e foram campeões.

Isso para dizer que, antes do início da decisão da Copa da Liga Escocesa de 1957/58, apesar de o Celtic estar defendendo o título, o Rangers era favorito. Havia vencido as últimas duas edições do Campeonato Escocês e ganharia outras quatro nos sete anos seguintes. No entanto, sua linha de defesa sofreu naquele sábado ensolarado de outubro. Sammy Wilson fez 1 a 0 e Neil Mochan ampliou, antes do intervalo.

O Rangers ainda pensava no que fazer para voltar para o jogo quando Billy McPhail fez 3 a 0. Billy Simpson descontou, pouco depois, mas, então, a porteira abriu: McPhail marcou mais duas vezes, Mochan colocou seu nome no placar novamente, e Willie Fernie, de pênalti, fechou a final que se tornou música nas arquibancadas do Celtic e entrou para a história como Hampden in the Sun.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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