Champions League

O “quase” fez a final da Champions de 1999 ser fantástica, e não só pelos acréscimos

Todo mundo que gosta de futebol conhece o enredo da final da Liga dos Campeões de 1999. O Camp Nou teve o privilégio de receber os três minutos mais fantásticos da história do torneio. O Manchester United perdia para o Bayern de Munique por 1 a 0, mas teve alma para buscar a virada nos acréscimos do segundo tempo. O gol de Sheringham e especialmente o de Solskjaer são eternos, no Fergie Time mais fantástico possível. O que nem todo mundo se lembra é que aquela decisão foi muito além daqueles minutos finais. Lances que, se concretizados, também entrariam para a história.

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Ambos os times tiveram que lidar com desfalques consideráveis. O Manchester United não teve Paul Scholes e Roy Keane no meio-campo, com Nicky Butt e David Beckham deslocados para o setor central, enquanto Henning Berg também deixava um buraco na zaga. Já o Bayern sofria com a ausência de Bixent Lizarazu na lateral esquerda, bem como do artilheiro Élber no comando do ataque. Nada que impedisse o espetáculo para 90 mil espectadores no Camp Nou, principalmente no segundo tempo.

A primeira metade de jogo não teve nada de muito impressionante. Aos seis minutos, Mario Basler aproveitou o corta-luz de Markus Babel para abrir o placar cobrando falta. No mais, os dois times mostravam o ímpeto ofensivo, mas sem criar grandes ocasiões. Até a volta do intervalo. O Bayern exerceu uma pressão enorme e quase anotou alguns dos maiores golaços das finais da Champions, enquanto o United também teve chances de empatar mais cedo.

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Aos 10 minutos, Blomqvist perdeu uma oportunidade enorme na pequena área para os Red Devils. Antes de ser respondido por um lance ousado de Basler, que arriscou do meio de campo e quase encobriu Schmeichel. O primeiro gol antológico desperdiçado por centímetros. Depois, o goleiro impediu com a ponta dos dedos um belo voleio de Effenberg. E a trave salvou a lenda dinamarquesa de tomar outro tento por cobertura, em uma linda cavadinha de Babbel. Schmeichel trabalharia outra vez, voando no canto para espalmar a pancada de Mehmet Scholl. Para, por fim, respirar aliviado quando o relógio se aproximava dos 40, em uma bicicleta de Jancker que explodiu no travessão. Por todos esses lances, o Manchester United já deveria saber que aquela noite era mesmo sua.

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A pressão dos ingleses só se intensificou nos oito minutos finais, apostando nas bolas cruzadas. E o mais interessante é que Schmeichel, tão provado sob as traves, quase se tornou herói também no ataque. A subida do goleiro à área do Bayern nos acréscimos não significava apenas desespero. O dinamarquês anotou 13 gols ao longo de sua carreira, parte deles com a bola rolando. Como um pelo próprio Manchester United, em 1995. O escanteio cobrado por Beckham passou próximo à cabeça do camisa 1, cercado por dois marcadores. Antes de, na sobra, Sheringham anotar o gol de empate.  E, o que todo mundo já sabe, Solksjaer virar aos 48.

A glória acabou nas mãos do próprio Schmeichel. Diante da ausência de Roy Keane, o veterano goleiro assumiu a braçadeira de capitão. E teve a honra de levantar, há exatos 16 anos, a mais comemorada taça da história do Manchester United, completando a tríplice coroa. Abaixo, os melhores momentos daquele segundo tempo espetacular em 26 de maio de 1999:


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