Champions League

O jogo em que Özil eclodiu para a Alemanha foi uma de suas raras vitórias sobre o Bayern

O momento de Mesut Özil não é bom. A queda de rendimento do Arsenal na Premier League também entra na conta do armador, que pouco vem fazendo em suas últimas aparições pelo time – a ponto de discutirem a sua presença entre os titulares no jogo desta quarta, contra o Bayern de Munique. Os bávaros são velhos conhecidos do alemão, o segundo clube que mais enfrentou na carreira. Mas também aquele para o qual mais perdeu, com oito derrotas em 15 encontros, e só duas míseras vitórias. Mas o primeiro e único triunfo do alemão na Allianz Arena, há mais de oito anos, possui um valor simbólico imenso para a sua carreira.

Era setembro de 2008. Özil estava às vésperas de completar 20 anos. O meia havia sido contratado junto ao Schalke 04 em janeiro, por €5 milhões. Ainda dava os seus primeiros passos entre os titulares do Werder Bremen, ganhando a confiança do técnico Thomas Schaaf. Aquela visita ao Bayern, logo na quinta rodada da temporada, era a chance de mostrar serviço. E o garoto ratificou o seu talento da melhor maneira possível.

Vale destacar que aquele não foi um bom ano em Munique. O Bayern passou maus bocados sob as ordens de Jürgen Klinsmann, por mais que contasse com um elenco bastante qualificado – com Lahm, Schweinsteiger, Lúcio, Zé Roberto, Toni, Podolski, entre outros. Não dava para negar, contudo, que o Werder Bremen também possuía um ótimo time, um dos últimos a manter o orgulho aos Verdes. Tempos de Mertesacker, Naldo, Wiese, Pizarro, Diego e, claro, Özil.

No 4-3-1-2 montado por Thomas Schaaf, Özil atuou na trinca de meio-campistas, aberto pela esquerda, enquanto Diego era o armador centralizado. De qualquer maneira, foi o alemão quem assumiu o papel de maestro. No primeiro tempo, já serviu duas assistências: um bolão para Markus Rosenberg abrir o placar e uma falta que acabou completada por Naldo. Já no início do segundo tempo, o próprio camisa 11 deixou sua marca, encarando dois marcadores e soltando a bomba de canhota, no ângulo de Michael Rensing. Pizarro e Rosenberg completariam a festa antes mesmo dos 20 da segunda etapa. No final, sobrou tempo para Tim Borowski descontar duas vezes ao Bayern. Goleada inapelável do Bremen por 5 a 2. A última vitória do clube em Munique, onde se acostumou a levar sapatadas nos últimos anos.

Aquela partida sublinhou a capacidade de Özil. Importante no Werder Bremen, conquistou a Copa da Alemanha com o clube, além de ter sido vice-campeão na Copa da Uefa. Naquela mesma temporada, também ganhou suas primeiras chances na seleção principal, quando já era uma referência no Nationalelf sub-21. Desde então, foram 10 partidas do meia contra os bávaros, com a única vitória na fase de grupos da Champions passada, anotando um dos tentos dos 2 a 0 no Estádio Emirates. Nesta quarta, o Bayern pode representar outra guinada na carreira do camisa 11.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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