Champions League

O Bayern teve uma ajudinha, o que não diminui a maior surra dos mata-matas da Champions

Por mais que o Bayern de Munique tenha feito uma partida ruim na Ucrânia, estava claro que apenas uma surpresa muito grande derrubava o time na Liga dos Campeões. Os bávaros iam com tudo para cima do Shakhtar Donetsk na Allianz Arena e a própria escalação dava conta disso. No entanto, o trabalho dos alemães foi ainda mais fácil do que se pensava: a expulsão de Kucher aos três minutos, a mais rápida da história da competição, abriu o caminho para o massacre. Placar de 7 a 0 que até ficou barato, ainda que Pep Guardiola também tenha pequenos motivos para lamentar.

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Sem Xabi Alonso, o treinador escalou Schweinsteiger na cabeça de área, mantendo um ataque potência. Algo que se mostrou efetivo logo no primeiro ataque. Götze invadiu a área e foi tocado por Kucher. Pênalti, como o árbitro deveria marcar, ainda que o cartão vermelho tenha sido exagerado (veja a imagem abaixo). O Bayern abriu o placar com a cobrança de Thomas Müller e, em vantagem numérica, tinha o jogo nas mãos para fazer o que quisesse.

Mircea Lucescu precisou recompor a linha de zaga e tirou Taison. A partir de então, a estratégia do Shakhtar era simples: estacionar o ônibus dentro da área e buscar um gol em contra-ataque, que seria suficiente para a classificação. Não deu. Os ucranianos seguraram o placar até os 34 minutos, mesmo com Robben não alcançando uma bola na pequena área e Lewandowski carimbando a trave. Em uma enorme pressão, Boateng aproveitou rebote para fazer o segundo, garantindo os 2 a 0 na saída do intervalo.

A partir do segundo tempo, o Shakhtar afrouxou a marcação e permitiu a goleada. Também porque Ribéry voltou com muita fome de bola. Em uma tabela sensacional com Alaba, o francês arrancou pela linha de fundo e chutou cruzado para fazer o terceiro (veja a imagem abaixo). Dois minutos depois, o próprio camisa 7 chutou para defesa do goleiro e a bola sobrou para Müller balançar as redes outra vez.

De ponto negativo para o Bayern, apenas as lesões. Afinal, aos 18 minutos do primeiro tempo o time já tinha perdido Robben, que sentiu problema muscular na coxa. Já na segunda etapa, o susto veio com o próprio Ribéry, que torceu o tornozelo em uma jogada na lateral e também foi substituído. As lesões não pareceram tão sérias. Ainda assim, os dois jogadores que mais são capazes de decidir sozinhos para os bávaros.

Nesta noite, ao menos, não fizeram falta. E o Bayern em nenhum momento diminuiu o seu ritmo. A partir de um cruzamento de Rafinha, Badstuber anotou o quinto, aos 18 minutos. O sexto veio em um lançamento espetacular de Schweinsteiger do meio-campo (veja a imagem abaixo), que deixou Lewandowski na cara do gol para vencer o goleiro. E os números finais saíram dos pés de Götze, aos 42, aproveitando um contra-ataque. Até dava para sair o oitavo nos acréscimos, mas Pyatov evitou uma humilhação ainda maior. Massacre também nas estatísticas, com 24×3 nas finalizações para o Bayern e 69×11 nas jogadas ofensivas. Neuer? Quase sempre era visto solitário, assistindo ao jogo de uma posição privilegiada no círculo central.

A goleada serve para o Bayern demarcar ainda mais território na Champions. Repete o recorde histórico nos mata-matas do torneio, igualando os 7 a 0 do próprio clube sobre o Basel em 2012. Além disso, é a primeira vez que um time conquista duas vitórias por sete gols em uma mesma edição da competição, depois dos 7 a 1 sobre a Roma na primeira fase.

O favoritismo do Bayern é inquestionável. E mais uma goleada serve para contrapor aqueles que reclamam do excesso de toques do time de Guardiola. Nesta quarta, os bávaros foram extremamente agudos, mesmo perdendo Robben e Ribéry mais cedo do que esperavam. Se ambos voltarem logo, a força da equipe permanece intacta. Ainda que o verdadeiro desafio só venha nas próximas fases, e não contra um time bem inferior quanto o Shakhtar, que ainda precisou lidar com a desvantagem desde cedo.

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Equipe Trivela

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