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O Atlético não correspondeu à vibração do Calderón e dependeu da sorte

Foram 120 minutos de jogo completamente descartáveis no Estádio Vicente Calderón. Sobrou nervosismo no duelo entre Atlético de Madrid e Bayer Leverkusen, por uma vaga nas quartas de final da Liga dos Campeões. Em uma partida tão pobre tecnicamente, o único gol com bola rolando saiu de um chute desviado de Mario Suárez. E o 1 a 0 era o suficiente para o time de Diego Simeone não se arriscar tanto, satisfeito com a igualdade no placar agregado. Coube, então, aos pênaltis garantirem o mínimo de emoção e darem a classificação aos colchoneros. Triunfo por 3 a 2 na marca da cal, longe de fazer os espanhóis empolgarem, ainda que ressalte algumas de suas virtudes.

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A derrota por 1 a 0 na BayArena manteve o Atlético cauteloso. Afinal, um gol do Leverkusen deixava os donos da casa em uma situação complicadíssima. Assim, enquanto os alemães mantinham a maior posse de bola, os madrilenos sustentavam o seu sólido jogo defensivo. Mais ainda depois do susto aos 23 minutos, quando o goleiro Moyà precisou ser substituído, com uma lesão na coxa.

Sem espaço para os seus contra-ataques, o Atleti dependia muito mais das bolas paradas. E, assim, os espanhóis abriram o placar. Em uma bola levantada na área que sobrou com os alvirrubros, Mario Suárez arriscou da entrada da área e a bola desviou em um defensor adversário, tirando Leno do lance. O gol que deixa o time de Simeone vivo para além dos 90 minutos, sem ter que se arriscar muito mais. Enquanto isso, o Leverkusen modificava o seu jogo, apostando mais nos cruzamentos. Em vão.

Desta forma, o confronto permaneceu em um marasmo enorme. As arquibancadas do Vicente Calderón pulsavam, com a torcida empurrando o time durante os 90 minutos e Simeone pedindo mais gritos, mas os colchoneros não correspondiam.  Depois de meia hora sonolenta, o Atlético de Madrid só passou a pressionar no ataque durante o finalzinho do segundo tempo. Nada o suficiente para ameaçar a meta de Leno. Já do outro lado, o Leverkusen não conseguia encaixar o dinamismo de suas peças ofensivas. O trio formado por Çalhanoglu, Bellarabi e Son vivia uma noite apagadíssima.

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Na prorrogação, nada de muito novo. A exceção de uma boa defesa de Leno e de um chute perigosíssimo de Rolfes, ambos no segundo tempo extra, pouca criatividade dos dois lados. Mesmo as mudanças ofensivas, com as entradas de Fernando Torres e Kiessling, surtiram pouco efeito nos times. O medo de sofrer um gol que pudesse ser fatal imperava, por mais que anotar um significava bastante – sobretudo para o Leverkusen, em vantagem pelo gol qualificado fora de casa.

O Atlético de Madrid pareceu começar sem sorte nos pênaltis, quando Raúl García isolou sua cobrança. O alívio veio quando Çalhanoglu, exímio cobrador de faltas e autor de um golaço no jogo de ida, deu a bola nas mãos de Oblak. Griezmann, Rolfes e Suárez cobraram muito bem na sequência. Antes de Toprak chutar sobre o travessão e Leno fazer uma defesaça em chute de Koke. Coube aos últimos batedores decidirem. Fernando Torres fez muito bem sua parte. E a classificação acabou ratificada por Kiessling, o terceiro a imitar Baggio em Madri.

O Atlético de Madrid avança, mas deixa muito a desejar. Faltou poder de fogo nas duas partidas decisivas contra o Leverkusen, e dá até para dizer que os comandados de Simeone deram um pouco de sorte. De qualquer forma, os colchoneros seguem com virtudes fortes para os mata-matas: uma defesa sólida, especialmente nos jogos dentro de casa, e uma torcida que motiva demais. De certa forma, dois fatores que tiveram peso para colocar os alemães contra a parede e dar a vaga nas quartas de final. E que também podem ajudar nas próximas fases.

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Equipe Trivela

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