Champions League

Em velocidade máxima, o Dortmund massacrou e contou com a fome de bola de seus novatos

Um bombardeio. Não há outra definição mais precisa sobre a estreia do Borussia Dortmund na Liga dos Campeões. Os aurinegros não deram trégua ao Legia Varsóvia, mesmo jogando na Polônia. Em 18 minutos, já haviam aberto três gols de vantagem, um recorde de tempo na era moderna (pós 1992) da competição. Além disso, os alemães finalizaram 30 vezes, a maior marca desta primeira rodada do torneio e a segunda maior já registrada por um visitante na história Champions. Sorte dos poloneses que a derrota ficou em “apenas” 6 a 0, porque havia espaço para mais.

Depois da derrota para o RB Leipzig na segunda rodada da Bundesliga, o Dortmund entrou em campo querendo mostrar serviço. Thomas Tuchel escalou a equipe no 4-1-4-1, apostando em jogadores leves. Destaque para o quinteto ofensivo, que teve participação fulminante. Os jovens Pulisic e Dembélé atuaram abertos pelas pontas, enquanto Götze e Raphaël Guerreiro foram os meias centrais. No comando de ataque, Pierre-Emerick Aubameyang.

Mesmo sem tanta presença física, o Dortmund abriu a goleada graças a jogadas aéreas. Götze, Sokratis e Bartra apareceram na área para decidir. Pelo lado esquerdo, os novatos Dembélé e Guerreiro se combinavam muito bem. Além disso, o goleiro Malarz evitava um prejuízo maior. Apenas no primeiro tempo, ele realizou sete intervenções. No lance do terceiro gol, precisou salvar três vezes e nem assim adiantou.

No segundo tempo, com o Dortmund um pouco mais contido em seu campo, sobrava espaço para atacar nas costas da defesa polonesa. Guerreiro e Gonzalo Castro (saindo do banco) também deixaram os seus tentos, enquanto mais bonito ficou para o final, quando os aurinegros já poupavam forças. Aubameyang se esforçava demais, mas não vinha primando nas conclusões. Quando acertou… Após passe em profundidade de Castro, deu um lindo toque por cobertura, para vencer Malarz. Dos 30 arremates do time, 29 aconteceram até os 31 do segundo tempo, média de um a cada 2,6 minutos. Um trator.

Obviamente, o Legia não serve de parâmetro. O encontro valeu para ratificar a capacidade ofensiva do Dortmund e também as opções que Tuchel tem em mãos. Guerreiro agrada no meio de campo, Dembélé mais uma vez mostrou a que veio e Pulisic indica que já é realidade aos 17 anos. Ter profundidade no elenco é algo fundamental. Mas também será importante atuar com o mesmo ímpeto em jogos mais difíceis. No último final de semana, faltou repertório contra um time bem estruturado como o RB Leipzig. Os verdadeiros desafios na Champions vêm na sequência, diante de Real Madrid e Sporting.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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