Quando alguém é considerado a raiz de todos os males, o início e o fim de todos os problemas,  sua defenestração é saudada como a chegada de novos tempos, em que todo o mal será esquecido e a bondade prevalecerá. O Brasil seria um maravilha sem Maluf. A Europa, como euro, seria imune à crises. Tudo ilusão. A vitimização de personagens realmente nefastos leva a crer em redenção. Não é assim, não é? Vamos ver o caso de Eurico Miranda, “o câncer” do futebol brasileiro. Acabou, é passado. Mas bem que poderia pedir direitos autorais pelo que anda acontecendo nos últimos dias. A “euricanização” do futebol.

Juvenal Juvêncio rasgou o estatuto do São Paulo e, se puder, se eterniza no clube, não apenas com o busto que terá em Cotia. Imaginem Eurico mandando um jogador sair da concentração na véspera de uma partida importante. Foi o que ele fez com Paulo Miranda. Expôs o treinador e deixou claro ao mercado que está procurando um novo zagueiro. O preço vai subir. 

José Maria Marin deixou claro que pretende ver a lista de convocados de Mano Menezes. E que não quer Ronaldinho Gaúcho. Existe algo mais Eurico do que esse Zé das Mealhas/

Ah, uma digressão.  Leão e Mano aceitam tudo. Caladinhos. Podem reclamar? Mano é aquele que faz propaganda de cerveja.

Mario Gobbi faz um discuros furibundo, deixando claro que, em se tratando de organizção, o Paulistinha é maior do que a Libertadores. Tite perdeu a pose de equilibrado. Ah, não foi o Tite que mandou seu auxiliar se infiltrar na Fazendinha para espionar um treino do Corinthians, quando ainda dirigia o Inter? Os dois, nervosíssimos, por uma atuação que nem foi tão ruim assim.

Eurico foi, mas está aí. Não dá para sentir falta, seu legado aparece a todo momento, mostrando que o futebol brasileiro fora de campo é muito ruim. Muito Eurico.