Depois de longos 13 meses de um técnico interino, a seleção dos Estados Unidos escolheu o seu novo treinador. Será Gregg Berhalter, que dirigiu o Columbus Crew nos últimos cinco anos, em um time que normalmente chega nas fases decisivas e praticando um bom futebol. Depois de muitas especulações envolvendo nomes mais conhecidos internacionalmente, como Juan Carlos Osorio, que dirigia o México. A escolha é de um treinador com experiência como jogador, que disputou partidas pela seleção de base americana, jogou Copa do Mundo e tem experiência como treinador também.

LEIA TAMBÉM: Entre ídolos latinos e grandes torcidas, Atlanta x Timbers será uma interessante final na MLS

Aos 45 anos, Berhalter será o primeiro técnico da história dos Estados Unidos a ter jogado uma Copa do Mundo. Esteve no elenco para a Copa de 2002, depois de substituir o lesionado Jeff Agoos, e começando duas partidas como titular. Em 2006, esteve no elenco, substituindo Cory Gibbs, mas ficou no banco e não entrou em nenhum dos três jogos. Na sua carreira como jogador, passou a maior parte na Europa. Jogou no PEC Zwolle, na Holanda. No país também jogou pelo Sparta Rotterdam e Cambuur. Jogou também no Crystal Palace, na Inglaterra, no Energie Cottbus, e no 1860 Munique, da Alemanha. Encerrou a carreira jogando no Los Angeles Galaxy, de 2009 a 2011.

Foi no próprio clube da Califórnia que ele começou a carreira de treinador, mas como assistente, por pouco tempo. Assumiu seu primeiro cargo no Hammarby IF, da Suécia, e se tornou o primeiro americano a dirigir um time profissional da Europa. Voltou para os Estados Unidos em 2013, para assumir a preparação do Columbus Crew pensando já na temporada 2014. Classificou o time para os playoffs em 2014, 2015, 2017 e 2018. Chegaram à final em 2015, mas perdeu do Portland Timbers por 2 a 1.

O treinador foi apresentado em uma coletiva de imprensa em Nova York. “Eu estou pronto para o desafio”, disse Berhalter. “A seleção de base, a seleção principal, minhas experiências como jogador e minha experiência como técnico me prepararam para este momento. Estou empolgando pela oportunidade de transformar este grupo de homens em um time”, continuou o novo comandante dos americanos.

“Eu estou focando nos jogadores e time, como podemos competir em primeiro lugar. Estou focado em construir um estilo de jogo, estou focado no time. Eu sei que será um desafio, mas eu sei que há qualidade no grupo e eu sei que quanto mais pudermos ficar juntos, mais perto ficamos de atingir nossos objetivos”, declarou o treinador.

“A ideia é sermos um time com mentalidade ofensiva, que quer criar oportunidades de gols ao desorganizar os adversários”, disse Berhalter. “Nós faremos isso de diversas maneiras. Consistentemente no meu tempo em Columbus nós fizemos isso na construção de jogo. Nós começamos com a bola no goleiro lá atrás, os times tentam nos pressionar, e queremos jogar passando por eles para tentar criar oportunidades de gol”, explicou ainda o treinador.

“Outra forma de fazer isso é com a pressão, seja começando em um modo intermediário ou movendo para alta pressão para forçar erros para ganhar a bola e imediatamente criar oportunidades de gol. A ideia é que seja um estilo fluido onde os jogadores têm a intenção de quebrar as linhas, jogar passando pelos adversários e criar oportunidades de gols”, disse ainda Berhalter.

“Eu acho que diversas vezes podemos fazer um trabalho melhor para mudar o tempo do jogo em vez de jogar em um alto ritmo o tempo todo. Eu acho que misturar esse ritmo será muito importante, especialmente em nível internacional, e especialmente considerando alguns dos climas que iremos jogar. Mas nós queremos ver a circulação da bola, quebra de linhas, e criação de chances. Este deverá ser o DNA do time”, detalhou o treinador.

O treinador estreará no comando da seleção no dia 27 de janeiro, em um amistoso com o Panamá. Será só com jogadores locais, depois de fazer uma semana de treinamento com os jogadores.