Sediando a Copa América pela primeira vez, seria um grande anti-clímax para o torneio se os Estados Unidos fossem eliminados na fase de grupos. Além disso, seria outro golpe – talvez até fatal – no trabalho de Jürgen Klinsmann como técnico dos americanos. Essa possibilidade foi afastada, na noite deste sábado, com a vitória por 1 a 0 sobre um fraco Paraguai, mas a partida também evidenciou o quanto a seleção americana ainda precisa melhorar para sonhar alto nesta competição.

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Se os EUA estavam mais organizados do que na apática derrota para a Colômbia na primeira rodada, a vitória foi menos tranquila do que se imaginava, principalmente depois da expulsão de DeAndre Yedlin, no começo do segundo tempo – recebeu dois cartões amarelos em um minuto. O Paraguai teve uma chance clara de empatar no primeiro tempo e pressionou muito em busca do gol na etapa final, assim que conseguiu a vantagem numérica.

 

Dempsey abriu o placar, aos 27 minutos de jogo, completando de dentro da área uma boa jogada de Gyasi Zardes pela esquerda. O gol deu alguma tranquilidade para os americanos, mas um vacilo defensivo quase foi fatal, nos acréscimos da primeira etapa, quando Lezcano ficou cara a cara com Guzan, mas parou na perna do goleiro.

 

No segundo tempo, depois da expulsão, o Paraguai pressionou em busca do empate, precisando da virada para se manter na competição, mas seu sistema ofensivo não assusta ninguém. Apesar de ficar com  bola quase sempre, criou poucas chances. Apenas a nove minutos do fim, Guzan teve que realizar uma grande intervenção. Duas, na verdade: primeiro em chute à queima-roupa de Benítez, em seguida no rebote, de Almirón. No contra-ataque, Zardes desperdiçou a oportunidade de matar o jogo a favor dos Estados Unidos.

O resultado deixou os americanos na liderança do grupo, graças aos gols marcados, mas a Colômbia ainda enfrenta a Costa Rica, que foi goleada por 4 a 0 pelos EUA. O grupo A cruza com a chave do Brasil.