Estados UnidosFutebol feminino

Este vídeo da Abby Wambach é para emocionar os torcedores da craque americana

Abby Wambach encerrou a sua carreira nesta quarta-feira, em New Orleans, em amistoso diante da China. Ela deixa o futebol profissional e volta a ser apenas uma cidadã comum. Ou, ao menos, é o que ela diz que quer. Simplesmente a maior artilheira da história do futebol feminino. Pela seleção dos Estados Unidos, fez 255 jogos e marcou 184 gols. Uma marca difícil de ser alcançada e que fica para a história. Independente, aliás, da derrota americana por 1 a 0 diante das chinesas, algo inesperado.

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Em uma campanha do Gatorade, marca de isotônico, a atacante pede que a esqueçam. Isso mesmo: que a esqueçam. Esqueçam os gols, os jogos, os recordes. Que a esqueçam. Por quê? Ela diz no vídeo. Wambach quer que o seu legado seja que a bola continue rolando, que o esporte continue evoluindo. E, para isso, ela diz, quer que o futebol evolua tanto que tudo que ela fez seja esquecido. Porque isso significa que tudo deu certo.

É claro que ninguém jamais esquecerá o que Wambach fez pelo futebol, especialmente nos Estados Unidos. Ninguém esquecerá a batalha que ela tomou a frente, contra a Fifa, por gramados melhores, por condições melhores, por Fair Play. Para não ter discriminação da Copa do Mundo Feminina em relação à masculina em termos de qualidade e tipo do gramado e tudo mais. Ela sempre será lembrada. Mas o seu desejo, neste vídeo publicitário, é uma mensagem interessante: que o esporte evolua tanto que tudo isso seja só um capítulo do passado de um futuro muito mais glorioso.

Assim esperamos, Abby, mas jamais te esqueceremos. Lendas não morrem jamais e histórias sobre a sua carreira serão contadas para todos os torcedores de futebol, especialmente do feminino, nos Estados Unidos. E obrigado.

(Foto: Getty Images)

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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