Estados Unidos

Despedida de Donovan teve 19 camisas em uma, bola na trave e muita emoção

A história do maior artilheiro dos Estados Unidos na seleção foi encerrada em Connecticut, na noite da última sexta-feira. Landon Donovan despediu-se do time nacional dos Estados Unidos no empate por 1 a 1 com o Equador e em uma noite recheada de sentimentos. Da bola na trave que o impediu de garantir uma última vitória ao seu país à emoção de ver os principais momentos da sua carreira no telão e de ser o regente de uma das músicas favoritas da torcida.

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A primeira homenagem veio antes mesmo do apito inicial. Donovan ganhou um presente espetacular da federação americana de futebol: todas os 19 uniformes diferentes que vestiu nas 157 vezes em que defendeu as cores dos Estados Unidos fundidos em uma única camiseta. A moldura, iluminada com LED, ainda trouxe no fundo o nome de todos os companheiros que o jogador teve na sua carreira internacional.

Donovan ganhou um presente da federação americana
Donovan ganhou um presente da federação americana

O amistoso começou com Donovan entre os titulares. A ideia de Klinsmann era usá-lo por apenas 30 minutos, mas permitiu que ele atuasse quase até o intervalo porque teve o pressentimento de que o seu capitão marcaria. Isso porque alguns minutos antes, ele havia recebido um passe lindo de Altidore e ficado cara a cara com goleiro. De bico, a bola caprichosamente tocou a trave e deixou Donovan deitado no chão, com as mãos na cabeça.

“Ele jogou muito bem. É por isso que eu o deixei jogar um pouco mais que o planejado. Eu senti que, se ele tivesse outra chance, faria um gol. Ele teve outra chance, mas perdeu por pouco”, afirmou o treinador. Foi em um chute da entrada da área, que passou próximo à trave. As duas chances podem ser vistas nos melhores momentos do jogo abaixo, a partir de 2min48s:

Donovan foi substituído e saiu de campo ovacionado pela torcida. Cumprimentou Klinsmann e cada companheiro no banco de reservas. Quando o árbitro apitou o final da partida, ele foi para o centro do gramado assistir a um vídeo preparado pela federação americana, com praticamente todos os grandes momentos da sua carreira. E o choro finalmente veio. “Quando a partida terminou, eu consegui relaxar, ver o vídeo e aproveitar o momento. Eu senti como se estivesse vendo do lado de fora. E ver a minha vida no telão, ver o meu crescimento no telão. Acho que foi isso que me afetou”, afirmou.

Era a hora de ir embora. Mas Donovan não poderia se recolher aos vestiários antes de se despedir daquelas pessoas que tanto gritaram o seu nome e acompanharam todos os seus passos de perto. Não poderia deixar de agradecer a torcida dos Estados Unidos. Dirigiu-se aos fãs e liderou o grito no qual reside a esperança: “Eu acredito que vamos vencer, eu acredito que vamos vencer”. Agora, afinal, também faz parte da massa de torcedores americanos, que foi crescendo exponencialmente, à medida que a carreira dele avançava, e não dá para dizer que uma coisa não tem a ver com a outra. Se um dia os EUA realmente vencerem nos grandes palcos, mesmo com Donovan nas arquibancadas, a importância dele terá sido imensurável.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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