Irmãos jogando juntos na seleção da Holanda nem era nada tão inédito assim: basta lembrar os Koeman, Ronald e Erwin, nos anos 1980/90 – Erwin dois anos mais velho do que Ronald. Irmãos gêmeos? Também havia um caso na Laranja: René e Willy van de Kerkhof, nos anos 1970/80, ambos juntos nos vice-campeonatos mundiais de 1974 e 1978, ambos juntos no PSV por dez anos – mas Willy terminou a carreira em Eindhoven, enquanto René correu mundo na reta final da trajetória.

Entretanto, nos anos 1990 (e nos 2000 também), Ronald e Frank de Boer levaram a relação fraterna a outro patamar. Começaram a jogar no mesmo clube amador. Despontaram (quase) juntos no Ajax. Jogaram juntos na Laranja. Também vestiram camisas semelhantes em Barcelona, Rangers, no futebol do Catar. Tanta semelhança os fez virar até estátuas de cera na filial do célebre Madame Tusseau em Amsterdã. E marcou quem acompanhasse futebol naquela década.

Por isso, nesta sexta, 15 de maio, por mais que ambos estejam em rumos diferentes agora, é inevitável que ambos dividam as felicitações pelos 50 anos de aniversário que fazem. Uma boa chance para descrevermos as carreiras deles num mesmo texto. Mostrando que, embora com expressões faciais quase iguais, ambos tiveram muitas diferenças na carreira. A começar pela posição: Frank mais ligado à defesa, Ronald mais habituado ao ataque… enfim, o que fazia dos gêmeos (ainda mais) iguais e o que os diferenciava?

Leia o texto completo no Espreme a Laranja, projeto de Felipe dos Santos Souza sobre futebol holandês