Nas duas próximas rodadas, a Udinese vai jogar suas chances de classificação para a Liga dos Campeões. Atual quarta colocada do Campeonato Italiano, com três pontos atrás da Lazio, a equipe sabe que reconquistar um lugar na Europa que conta já seria um feito heroico. O problema é que nos jogos contra Roma (quarta-feira, 11/4) e Inter (sábado, 14/4), os alvinegros entrarão em campo sem Benatia, Isla, Basta, Badu, Floro Flores e Fabbrini. Todos estão lesionados.

A luta contra o departamento médico já se tornou comum no dia a dia friulano. Quase todos os titulares já passaram um bom tempo de molho. Em um time sem um grande craque, como é o caso da Udinese, perder bons jogadores já é o suficiente para degringolar. Sem gente importante durante as rodadas, Di Natale teve que fazer chover ainda mais. Marcou 20 gols e fez nove assistências em uma temporada na qual finalmente começou a sentir a chegada da idade. Os 34 anos têm pesado e o capitão não consegue mais passar todos os 90 minutos em campo.

Ilhado, Di Natale pode comandar uma ótima campanha, mas não um assalto aos três primeiros lugares do campeonato. A Udinese que brilhou no início da temporada e até chegou à liderança na oitava rodada não contava só com seu camisa 10. Mesmo depois de ter vendido os absolutos Sánchez, Inler, Zapata e Pepe antes de o torneio começar, o treinador Francesco Guidolin conseguiu fazer limonada com ingredientes inesperados.

Nessa situação, Isla tornou-se o segundo jogador de linha mais importante para o time, atrás somente de Di Natale. Seja na ala direita ou no meio-campo, o chileno que já vinha atuando tão bem nos anos anteriores chegou ao ápice da carreira. Evoluiu na técnica e também no posicionamento tático, ao conseguir trancar a meiúca do time – mesmo que ali não fosse sua posição favorita, até pouco tempo atrás. No ataque, também ganhou importância, pelo dinamismo que dava às situações ofensivas da Udinese. O problema é que os ligamentos do joelho de Isla viraram água.

O cidadão que decidiu praticamente sozinho as vitórias contra Roma e Inter no primeiro turno, marcando um gol em cada jogo, está fora de combate desde o início de fevereiro. Enquanto ele jogava, a Udinese estava na terceira posição e até almejava a liderança. Desde então, o time começou a patinar e passou boa parte das rodadas seguidas no quinto lugar, até subir um degrau depois de vencer o Parma, no fim de semana passado.

Falha de planejamento de uma diretoria que tem se mostrado especial justamente nesse quesito? Difícil acusar. Substituto natural de Isla, o sérvio Basta estava jogando o fino da bola, se destacando como um dos melhores laterais do campeonato. Também se quebrou. Perder dois jogadores de uma só posição atrapalha qualquer plano. Jogado na fogueira, o jovem argentino Pereyra começou a atuar como titular e abriu uma boa brecha para os rivais da Udinese.

O caso de Isla é só o melhor exemplo.de um time que tem sofrido com lesões. Na defesa, perdeu Coda, Pasquale, Ferronetti e Benatia por várias rodadas. Também teve de jogar sem Badu, bom meio-campista, por quase 10 semanas. Barreto, atacante brasileiro, passou um bom tempo fora de combate e só agora tem voltado à ação. A sorte no Friuli é que pelo menos Di Natale continua firme e forte.

Pallonetto

– Quando ninguém mais esperava, Amauri resolveu fazer um gol. O brasileiro definiu a vitória da Fiorentina sobre o Milan. O resultado deu fôlego ao time violeta na luta contra o rebaixamento e ainda tirou o rival da liderança do campeonato.

– Quem manda agora é a Velha Senhora, com um ponto a mais do que o Milan. Mas, enquanto o time de Allegri pega o Chievo na próxima rodada, a Juventus terá de enfrentar a Lazio, terceira colocada. Outra mudança à vista?

– Por muito pouco, a Roma não perdeu para o Lecce por 4 x 0, o que seria um resultado exemplar para os erros da temporada de reconstrução do time. O ótimo Muriel aterrorizou uma defesa que, até hoje, não conseguiu ser montada. A partida terminou 4 x 2, mas o vexame foi grande.

– Seleção Trivela da 31ª rodada: Boruc (Fiorentina); De Silvestri (Fiorentina), Bonucci (Juventus), Diakité (Lazio), Radu (Lazio); Giacomazzi (Lecce), Asamoah (Udinese), Mauri (Lazio); Muriel (Lecce), Paloschi (Chievo) e Jovetic (Fiorentina).