A torcida do Flamengo tem todo o direito de estar na bronca. Os peruanos, porém, não podem reclamar de seu craque. Paolo Guerrero segue sendo fundamental na seleção de seu país, ao contrário do que vem acontecendo pelo clube. E, neste sábado, o centroavante fez história. A vitória magra sobre o Haiti, por 1 a 0, pode não ter sido muito impressionante. No entanto, o camisa 9 se colocou isoladamente como o maior artilheiro da história do Peru. Chegou ao 27º tento, um a mais que o lendário Teófilo Cubillas. E isso precisando de 13 partidas a menos que o maestro dos esquadrões da Blanquirroja nos anos 1970.

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Em uma linha de frente renovada, Guerrero assumiu o protagonismo no Peru. Vestiu a braçadeira de capitão e encabeçou as principais chances ofensivas. No primeiro tempo, fez uma linda jogada de pivô para Edison Flores carimbar a trave. Já na segunda etapa, o centroavante não perdoou. A partir do cruzamento de Flores, emendou o peixinho para vencer o goleiro Placide.

Guerrero parece ter um apreço especial pela Copa América. Artilheiro das duas últimas edições da competição, o atacante chegou a 11 gols no torneio. Superando Ronaldo, tornou-se o segundo maior goleador da fase moderna da competição (pós 1975), atrás apenas de Gabriel Batistuta. Além disso, considerando também os primórdios do torneio, é o 12º na lista geral de artilheiros, empatado com os craques Masantonio e Didi – em tempos nos quais se costumava disputar mais partidas pelo certame.

Já na história da seleção, Guerrero distribui seus 27 gols desde 2004. Em 2015, balançou as redes cinco vezes, seu segundo melhor ano pela Blanquirroja. E, diante da ausência de Claudio Pizarro e Jefferson Farfán, sua importância aumenta. Embora não tenha feito grandes campanhas nas Eliminatórias, a seleção peruana vem de duas semifinais na Copa América. Desta vez, o camisa 9 será mais necessário do que nunca. E já começou demonstrando sua valia, garantindo três pontos em uma chave na qual sua equipe não aparece entre os favoritos à classificação.