O Atlético de Madrid é o time que lidera a Liga Iberdrola, o Campeonato Espanhol Feminino. Ao longo da campanha, as Colchoneras têm batido marcas importantes, atraindo grande público em alguns dos seus jogos. No jogo contra o Athletic Bilbao, 48.121 pessoas foram ao estádio do clube basco para assistir ao duelo; contra o Barcelona, o Atlético abriu o Wanda Metropolitano e recebeu o público recorde de 60.739 pessoas. Desta vez, o recorde foi em Barcelona, contra o Espanyol. Diante de 20.615 pessoas, o Atlético venceu por 1 a 0 e segue firme no caminho do terceiro título seguido da liga.

O público no Cornellà-El Prat é o recorde de público do futebol feminino na Catalunha. O jogo ter sido disputado no estádio do Espanyol foi uma novidade. Os jogos do time feminino são normalmente disputados na Cidade Ciudad Deportiva Dani Jarque, o centro de treinamento da equipe. Para se ter uma ideia do bom público que os 20.615 significam, o melhor público da temporada do Espanyol, no time masculino, foi de 24.037, em um dérbi contra o Barcelona. Além disso, o público do futebol feminino é maior que a média de público do time masculino, que é de pouco mais de 19 mil pessoas por partida.

O técnico do Espanyol, Salva Jaspe, comemorou o bom público, inédito para o time feminino da Catalunha, e torce para que as coisas melhorem ainda mais. “Espero que com a Copa do Mundo neste ano este auge se consolide”, disse o comandante. O Espanyol dificultou muito a vida do líder Atlético. A vitória foi apertada, com um gol de Ángela Sosa, aos 31 minutos do primeiro tempo.

O Espanyol está no meio da tabela, em nono lugar entre os 16 clubes que disputaram a Liga Iberdrola, com 32 pontos. O Atlético de Madrid, por sua vez, tem 78 pontos, com três de vantagem para o segundo colocado, Barcelona. As catalãs vivem uma semana de expectativa. Jogam no domingo, contra o Bayern, em casa, a chance de chegar à final da Champions League pela primeira vez.

A Espanha vai dando passos importantes no futebol feminino, fortalecendo a sua liga nacional para se tornar uma referência no feminino, como já é no masculino. Ainda são passos pequenos, mas o público tem reagido bem com estádios cheios em ocasiões específicas. Há muito espaço para crescimento, especialmente porque muitos países ainda tratam o futebol feminino com desdém. O Barcelona, por exemplo, já tem lucro com seu time, depois de profissionalizar a equipe em 2015. Mais do que o lucro financeiro, os dividendos esportivos começam a aparecer também. Competitivo na Espanha, o time pode ficar com um troféu inédito no torneio europeu.