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[Vídeo] Após oito anos no Atlético de Madrid, o choro de Raúl García significa bastante

Cria da base do Osasuna, Raúl García passou oito anos no Atlético de Madrid. O meio-campista amadureceu no Vicente Calderón, quase sempre como um voluntarioso titular. No entanto, também cresceu com o time de Diego Simeone e se tornou parte importante do ciclo vitorioso vivido pelos colchoneros. Emprestado na chegada do treinador, voltou como uma peça bastante útil, marcando gols essenciais nas campanhas do título do Espanhol em 2013/14 e do vice-campeonato da Champions. Deixa os rojiblancos com o dever cumprido, indo muito além das expectativas. E com um carinho imenso pelo clube.

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Nascido na região de Navarra, parte do País Basco, o meia acabou contratado pelo Athletic Bilbao. Dentro das possibilidades limitadas dos leones, um grande negócio que custou € 7,8 milhões ao clube e alça Raúl García como um dos protagonistas no elenco de Ernesto Valverde. Mas que não deixa de apagar a relação que ele construiu com o Atlético de Madrid. O jogador de 29 anos ganhou direito a uma coletiva de despedida no Vicente Calderón, que o levou às lágrimas ao comentar sua passagem pelos colchoneros.

“Vou embora muito orgulhoso por tudo o que consegui aqui. Vou com a sensação de ser muito feliz e com o objetivo cumprido. Pensei muito na transferência, mas foi algo complicado, porque precisa colocar tudo na balança. O mais importante tem sido o apoio que venho recebendo, que as pessoas me conheçam como sou e entendam a minha decisão. Só queria pedir que apoiem a todos os jogadores, porque todos somos Atlético”, afirmou na coletiva, cercado por seus companheiros.

Raúl García terá sua história lembrada no clube, ainda que não a ponto de ser colocado entre os grandes ídolos. O que vale é justamente este carinho, recíproco. Em tempos nos quais as relações entre jogadores e clubes são cada vez mais voláteis, o choro sincero do meio-campista vale muito.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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