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Posse de bola não é tudo, Barça. Celtic 2 a 1

O Barcelona fez o que sempre se espera dele. Tocou a bola, marcou forte, tocou a bola, pressionou a defesa adversária, tocou a bola, finalizou muito e, claro, tocou a bola. Mesmo jogando em Glasgow, os catalães terminaram a partida contra o Celtic com 84% de posse de bola, mas o placar não teve nada a ver com isso. Os escoceses saíram de campo com a vitória por 2 a 1, acabando com a invencibilidade blaugrana nesta temporada.

O resultado premiou a determinação defensiva e a objetividade ofensiva da equipe da casa. O Barcelona dominou a partida desde o apito inicial, mas produziu muito pouco nos primeiros 20 minutos. Até que, em uma cobrança de escanteio, Wanyama subiu mais alto que a marcação espanhola e abriu o marcador.

O gol acordou os barcelonistas, que passaram a pressionar com seu sistema de jogo de muito toque de bola. Ainda no primeiro tempo, Messi e Alexis Sánchez acertaram a trave de Forster. Mas faltava inspiração ao Barça, que ainda mostrava dificuldade em impedir os contra-ataques escoceses.

A dinâmica foi mantida no segundo tempo. O Barcelona seguiu dominante, mas sem a mesma convicção de sempre. Jordi Alba, Xavi e Iniesta eraram o alvo em boas oportunidades de empatar. Além disso, Forster fez duas excelentes defesas, em finalizações de Alexis Sánchez e Messi.

Aos 38 minutos, o goleiro inglês defendeu uma cobrança de falta de Messi e deu um chutão para frente. Watt, que acabara de entrar, aproveitou-se de erro de Xavi para avançar em velocidade e ampliar a vantagem do Celtic.

Nos minutos finais, o Barcelona foi para uma pressão desesperada. Nem parecia que teria sucesso, mas uma jogada acabou encaixando nos acréscimos. Pedro tocou para o gol, Forster fez grande defesa, mas Messi completou no rebote.

Com o resultado, o Celtic se aproximou do time catalão na briga pela liderança do Grupo G. O Barça tem 9 pontos, dois a mais que os escoceses, e ainda é o favorito a terminar na primeira posição. O resultado foi importante para os Bhoys porque, mesmo se perderem em Lisboa para o Benfica, podem garantir a classificação contra o Spartak em Glasgow.

Formações iniciais

Destaque do jogo

Wanyama era o grande candidato a melhor em campo pelo gol e a eficiência nos desarmes, mas o segundo tempo de Forster foi quase irretocável. Fez grandes defesas e deu uma assistência. E foi bem até no gol sofrido, pois ele ocorreu como consequência de uma ótimo intervenção do goleiro inglês.

Momento-chave

Aos 27 minutos do segundo tempo, os técnicos fizeram alterações que se mostraram cruciais para o resultado final. Watt entrou no lugar de Lustig para dar uma opção mais descansada pelo lado direito do Celtic. Além disso, Tito Vilanova se viu obrigado a colocar Fàbregas, um meia de armação, no lugar do volante Song, que estava amarelado e esteve perto de ser expulso, e promoveu o retorno de Piqué no lugar do inseguro Bartra. Onze minutos depois, Xavi falhou na proteção da defesa e watt ganhou da defesa barcelonista na corrida para marcar o gol que garantiu a vitória aos escoceses.

Os gols

21’/1T – GOL DO CELTIC
Mulgrew cobra escanteio da direita, Wanyama sobe mais que Jordi Alba e toca de cabeça no ângulo de Valdés.

38’/2T – GOL DO CELTIC
Forster pega a bola após cobrança de falta de Messi. O goleiro dá um chutão para frente, Xavi falha e Watt recebe na velocidade e chutou forte na saída de Valdés.

46’/2T – GOL DO BARCELONA
Barcelona toca a bola na entrada da área escocesa. A jogada sobra para Pedro, que toca colocado no canto de Forster. O goleiro faz boa defesa, mas Messi fica com o rebote e toca para o gol vazio.

Curiosidade

Nesta partida, Wanyama se tornou o primeiro jogador queniano a fazer um gol na Liga dos Campeões.

Ficha técnica

 

CELTIC 2×1 BARCELONA

Celtic
Fraser Forster; Mikael Lustig (Tony Watt, 27’/2T), Efe Ambrose, Kelvin Wilson e Adam Matthews; Kris Commons, Victor Wanyama, Joe Ledley e Charlie Mulgrew; Georgios Samaras (Beram Kayal, 34’/2T) e Miku. Técnico: Neil Lennon
Barcelona
Victor Valdés; Daniel Alves, Javier Mascherano, Marc Bartra (Gerard Piqué, 27’/2T) e Jordi Alba; Alex Song (Cesc Fàbregas, 27’/2T), Xavi Hernández e Andrés Iniesta; Pedro Rodríguez, Lionel Messi e Alexis Sánchez (David Villa, 21’/2T). Técnico: Tito Vilanova
Local: Estádio Celtic Park (Glasgow)
Árbitro: Björn Kuipers (Holanda)
Gols: Wanyama (21’/1T), Watt (38’/2T) e Messi (46’/2T)
Cartões amarelos: Miku, Song e Jordi Alba
Cartões vermelhos: Nenhum

 

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Ubiratan Leal

Ubiratan Leal formou-se em jornalismo na PUC-SP. Está na Trivela desde 2005, passando por reportagem e edição em site e revista, pelas colunas de América Latina, Espanha, Brasil e Inglaterra. Atualmente, comenta futebol e beisebol na ESPN e é comandante-em-chefe do site Balipodo.com.br. Cria teorias complexas para tudo (até como ajeitar a feijoada no prato) é mais que lazer, é quase obsessão. Azar dos outros, que precisam aguentar e, agora, dos leitores da Trivela, que terão de lê-las.

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