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Pênaltis, Belletti e Messi: relembre as finais de Champions que o Barça já disputou

O Barcelona está de volta à final da Champions League. Quatro anos depois, venceu o Bayern de Munique nas semis e garantiu presença na sua oitava decisão europeia. Passou o Benfica e o Liverpool e é o quarto clube que mais vezes definiu o título europeu (pode ser acompanhado pela Juventus). E ultimamente, costuma vencer mais do que perder.

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Ultimamente porque perdeu as duas primeiras que disputou, em 1961 e 1986, antes de vencer a de 1992 contra a Sampdoria. Perdeu, dois anos depois, contra o Milan, e desde então ganhou todas. Buscará em Berlim o quinto título europeu e vale se inspirar na sua já rica história em finais de Liga dos Campeões.

A primeira

Benfica 3 x 2 Barcelona, Estádio Wankford (Suíça) – 31/05/1961

Era o Barcelona dos húngaros Kocsis e Czibor, os dois autores dos gols do time na decisão daquela Copa dos Campeões. Mas era também a época de ouro do Benfica, liderado por Coluna. Kocsis abriu o placar, mas Águas e Ramallets (contra) viraram em um espaço de dois minutos para os portugueses. Coluna ampliou, e nem o gol de Czibor serviu para alguma coisa.

Ninguém sabe fazer gol?

Steaua Bucareste 0 (2) x 0 (0) Barcelona, Estádio Ramón Sánchez (Espanha) – 07/05/1986

Vamos combinar que o Barcelona, comandado pelo inglês Terry Venables, mereceu perder o título. Não fez gol nenhum com bola rolando, nem da marca do pênalti. Errou os quatro que chutou. O Steaua Bucareste foi um pouco menos incompetente e converteu dois. Levou o caneco.

Dream team

Sampdoria 0 x 1 Barcelona, Estádio Wembley (Inglaterra) – 20/05/1992

O maior rival já tinha seis títulos de Champions League, e o Barcelona continuava zerado. O jejum havia há muito tempo deixado de ser uma pedra no sapato para se tornar uma enxaqueca bem chata. Johan Cruyff era o técnico, e o time ganhou os sonhos dos seus torcedores. Contra a Sampdoria de Cerezo, foi difícil, e o alívio veio apenas na metade do segundo tempo da prorrogação, quando Koeman acertou uma bela cobrança de falta.

O sonho acabou

Milan 4 x 0 Barcelona, Estádio Olímpico (Grécia) – 18/05/1994

Dois anos depois, o sonho virou pesadelo. O Milan de Fabio Capello e Boban foi implacável contra o Barcelona. A defesa espanhola ajudou, também, principalmente no primeiro gol, de Massaro. O time italiano abriu 3 a 0 no segundo minuto da etapa final e não permitiu a reação dos espanhóis, que tinham Romário com a camisa 10. O bicampeonato ficou para depois. Bem depois.

Aquela que Belletti decidiu

Barcelona 2 x 1 Arsenal, Stade de France (França) – 17/05/2006

Sol Campbell abriu o placar e colocou o Arsenal no rumo de se tornar o primeiro clube de Londres campeão da Europa, mas a expulsão de Jens Lehmann atrapalhou tudo. Ainda assim, o Barcelona de Riijkard demorou para conseguir virar a partida. Eto’o empatou aos 31 minutos do segundo tempo antes de um herói improvável chamado Juliano Belletti chutar entre as pernas de Almunia e decretar o segundo título do Barcelona.

A consagração de Messi (e Guardiola)

Barcelona 2 x 0 Manchester United, Estádio Olímpico (Roma) – 27/05/2009

Messi havia sido campeão em 2006, mas sob a sombra de Ronaldinho. Tornou-se candidato a protagonista com a saída do brasileiro e ganhou o papel na primeira temporada de Guardiola no Barcelona. A decisão foi mais tranquila em Roma. Eto’o abriu o placar. Messi, de cabeça, mesmo sendo pequenininho, selou o tricampeonato e o começo do seu caminho rumo à imortalidade.

Fim de um ciclo

Barcelona 3 x 1 Manchester United, Estádio Wembley (Inglaterra) – 28/05/2011

Guardiola ficou mais uma temporada, mas o auge da sua equipe, do ponto de vista da coletividade, foi atingido antes disso, culminando com mais uma decisão em Wembley. E o Manchester United não deu para o gasto. Pedro abriu o placar, e Rooney chegou a empatar, mas no segundo tempo praticamente apenas um time jogou. Messi e Villa fecharam a conta.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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