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Parabéns, craque! Relembre o quase-gol mais antológico de Ronaldinho

Para quem se lembra do que eu vou falar agora, talvez seja um atestado do passar dos anos. Mas também da alegria de poder acompanhar a carreira inteira de um dos maiores gênios do futebol. Eu me recordo como se aquele jogo da Copa América de 1999 tivesse acontecido dias atrás. O Brasil massacrou a Venezuela, mas a verdadeira humilhação veio dos pés de um garoto. “Olha o que ele fez, olha o que ele fez”. E que lençol foi aquele. O grande cartão de visitas de um jovem craque, que já aprontava das suas mágicas no Grêmio (lembra, Dunga?) e nas seleções de base.

Já se passaram quase 16 anos daquele drible fantástico. Ronaldinho não só cumpriu a esperança de se tornar os melhores do mundo, como também, por pelo menos dois anos, fez o que poucos conseguiram ao longo da história. O camisa 10 viveu grandes momentos também por Grêmio, Paris Saint-Germain, Milan, Flamengo, Atlético Mineiro e, em menor quantidade, até pelo Querétaro. Nada que compare a molecagem de seu futebol no auge pelo Barcelona.

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Entre tantos grandes momentos com a camisa blaugrana, o Athletic Bilbao costumava ser uma das vítimas favoritas. Quem se esquece da sequência de chapéus na beira do gramado? E também foi contra os bascos que Ronaldinho quase marcou o seu gol mais antológico. Chapéu na lateral do campo, sequência de dribles desconcertantes em dois marcadores, chute sem ângulo encobrindo o goleiro. Por fim, o pecado: a bola que resvala na trave e sai. Os deuses do futebol foram maldosos. Ou não, nos brindando com a imaginação do que não foi.

No dia em que Ronaldinho completa 35 anos, e joga na cara de quase todos nós a idade, relembramos com gosto o seu quase-gol mais bonito. Além disso, também a sua atuação completa na vitória por 3 a 0 sobre o Athletic dentro do Camp Nou. Detalhe é que a noite fantástica aconteceu em fevereiro de 2007 – ou seja, quando já não vivia os seus melhores dias na Catalunha, no fim de sua penúltima temporada antes de seguir a Milão.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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