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O Real Madrid fez 10 a 2 no Rayo Vallecano, mas o jogo terminou muito antes disso

Quem olha apenas para o placar da goleada do Real Madrid sobre o Rayo Vallecano por 10 a 2 pode pensar que a partida foi um massacre do gigante contra o primo mais pobre da capital espanhola. E realmente foi, mas não dá para dizer que o resultado traduz a partida. O Rayo fez um jogo equilibrado e tinha chegado à virada, no 2 a 1, mas virou presa fácil depois das duas expulsões.

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O Rayo Vallecano não fez uma partida perfeita, mas estava conseguindo dividir as ações com o Real Madrid de Rafa Benítez, que vinha de derrota para o Villarreal, na última rodada. Faltou concentração, por exemplo, aos 3 minutos, quando o time da casa contra-atacou e abriu o placar com Danilo. Mas, rapidamente, entre os 10 e os 12, aproveitando a fragilidade do adversário na bola aérea, virou a partida para 2 a 1.

Veio a primeira expulsão, logo na sequência, e dessa ninguém pode reclamar. Tito deu um carrinho muito violento em Toni Kroos e levou um justo cartão vermelho. Com um a menos, o Rayo Vallecano precisaria suar muito para manter a vantagem no placar, mas, pelo menos, conseguiria manter o jogo dentro de alguma normalidade. Em outra boa jogada de Danilo, com um cruzamento pela direita, Bale empatou de cabeça.

Tudo mudou aos 30 minutos do primeiro tempo, quando o árbitro viu um pênalti de Raúl Baena em Sergio Ramos. O jogador do Rayo Vallecano toca sutilmente as costas do capitão do Real Madrid, muito pouco para resultar em uma penalidade máxima e na expulsão de Baena, que levou o segundo cartão amarelo. Na opinião deste escriba, claro. Você pode ver o lance abaixo e fazer sua própria interpretação.

 

Cristiano Ronaldo fez o 3 a 2, e o Rayo nunca mais voltou para o jogo. Dizem que há um acordo tácito entre jogadores profissionais que determina um limite em partidas que já estão claramente resolvidas, mas o Real Madrid não deu trégua. Não mostrou misericórdia. Bale marcou mais três vezes, Benzema também, e Cristiano Ronaldo acrescentou mais um a sua conta: 10 a 2.

“Dá muita pena entrar no vestiário e ver profissionais chorando”, disse o técnico Paco Jémez. “Há muito tempo não via algo tão grotesco e vergonhoso quanto hoje. Todos perdemos. Posso apenas consolar meus jogadores. Temos que aprender para que isso não volte a acontecer. A partida durou até que perdemos dois jogadores e aconteceu o pênalti. Não tem como encarar isso”.

Porque, de fato, depois do terceiro gol do Real Madrid, o jogo acabou. Virou um desfile de Cristiano Ronaldo, Bale e Benzema, aumentando suas marcas pessoais e construindo a goleada. A vitória já estava mais do que garantida. O Real provavelmente a teria alcançado, mesmo se apenas Tito tivesse sido expulso. Mas depois do pênalti equivocado e do consequente vermelho para Baena, o Rayo ficou impotente. Não poderia fazer nada para evitar o 10 a 2. “Bom Natal a todos, inclusive para o árbitro”, encerrou Jémez.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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