La Liga

Suárez conta que chorou ao descobrir que Barça ainda o queria depois de mordida em Chiellini

Não que houvesse um momento certo para aquilo, mas Suárez escolheu o pior possível para um caso de indisciplina tão repercutido quanto sua mordida em Chiellini durante a Copa do Mundo de 2014. Estava negociando sua ida para o Barcelona e, quando foi punido pela Fifa, ficando impedido inclusive de atuar por clubes durante alguns meses, temeu que a transferência pudesse ir por água abaixo. Quando recebeu o sinal verde, chorou de emoção. Foi essa a história que o uruguaio contou ao El Periódico, segundo o Marca.

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“Eu me lembro daquela época. Eu conversei com Andoni e passei a maior parte do tempo chorando porque não conseguia acreditar que eles ainda me queriam. Isso me deu muita determinação para retornar”, afirmou. “Às vezes, eu olho para fotos e vídeos daqueles dias. Eu estava preso em uma mini-academia, de 10 x 10, com o Juanjo (Brau, preparador físico), procurando lugares para correr sem que a imprensa me descobrisse. Meus filhos perguntavam porque eu não estava jogando e eu lhes contava, sem mentir. Foram tempos difíceis”.

Mesmo sem brilhar como na temporada anterior, Suárez marcou 27 vezes no Campeonato Espanhol e 35 no total, em 49 partidas por todas as competições. Contribuiu pouco com a campanha na Champions League, no entanto, com apenas três tentos. Sabe a sorte que tem de ser o centroavante de um trio de ataque dos mais poderosos.

“É o sonho de qualquer camisa 9 atuar ao lado de dois dos melhores jogadores do mundo (referência, obviamente, a Messi e Neymar). Quando você está jogando partidas difíceis, eles abrem o jogo e fazem a diferença. Eu tenho muita sorte. Eu me sinto privilegiado. Eles são espetaculares, dentro e fora do gramado”, encerrou.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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