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O desafio FM era o título espanhol, mas o Atlético de Madrid de Giovanni conseguiu ir além

Por Giovanni Vitale Mazzanati

Este desafio começa um tanto diferente, pois não parte da Espanha. Sempre que compro uma versão do FM, crio o primeiro save no Brasil, a fim de testar a nova versão e conhecer os times nacionais. Como esta tarefa não é lá muito complicada, especialmente se o técnico criado tem um passado de renome, sempre jogo umas duas ou três temporadas e largo o save. O desafio do Trivela me fez voltar a ele esta semana.

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O FM usado é o 2015 v1.0, com todas as configurações padrões. As temporadas de 2015 e 2016 foram jogadas no Palmeiras. Nos primeiros meses de 2017, fui convidado para treinar o Atlético de Madri, em substituição ao lendário e amado Diego Simeone, que partira para o Manchester City.

Recebi o time há algumas semanas do fim da temporada, em segundo lugar distante três pontos do líder Barcelona, e com um elenco bastante enxuto. Antes de minha chegada, a principal perda foi do zagueiro titular José María Giménez para o Chelsea. Nomes como Mario Suárez, Raúl Jimenez, Thiago, Alessio Cerci, Léo Baptistão e Miranda também deixaram o time nas duas temporadas anteriores. Houve as chegadas do defensor Benedikt Howedes, do meia central Christoph Kramer, do ponta Karim Bellarabi, do polivalente André Ayew e dos goleiros Jordi Masip e Jasper Cillessen.

Logo de cara um desafio: reverter um 5×2 contra o Sevilla nas Quartas da Liga Europa. A tática foi o clássico 4-2-3-1 com dois meias centrais e dois pontas. Também foi preparado um 4-4-1-1 para jogos mais defensivos. A vitória por 1×0 não foi suficiente, e nos deixou apenas com a Liga BBVA para disputar. Nos 12 jogos restantes, foram 8 vitórias, 3 empates (placar zerado contra Real Madrid e Barcelona) e 1 derrota, contra o Valencia. Os confrontos diretos nos deixaram em terceiros, a um ponto de Real e dois do Barcelona. O fato preocupante: nenhuma vitória contra os adversários diretos do top4.

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Para o mercado de transferência, algumas carências foram identificadas: para o time titular, um lateral direito e possivelmente um ponta direita; para os reservas, um zagueiro, um lateral esquerdo e um centroavante. Estas duas últimas eram imensas prioridades, pois o elenco não possuía nenhum jogador com qualidade suficiente nas posições. A única perda considerável foi o meia central Saúl Ñiguez, contratado pelo Manchester United. Também foram liberados o goleiro Miguel Ángel Moyà e o lateral Jesús Gámez, ambos sem qualidade para a equipe prinicipal. O também goleiro Jordi Masip, dado o excesso de jogadores da posição.

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Com um orçamento de cerca de 20 milhões de euros, mais 10 milhões aproveitados da venda de Saúl, o time teria que ser pontual nas contratações. Logo no começo da janela um achado: o lateral esquerdo Lucas Olaza, jovem de 23 anos (nascido em 94) e que estava no Newell’s Old Boys chega pelo valor de 3,4 milhões. Além de bom nível nas tarefas defensivas, Olaza tem como pontos fortes o cruzamento e as faltas. Já no meio da janela, um jovem atacante chega para a reserva de Mandzukic. O sérvio-holandês Richairo Zivkovic, de apenas 20 anos (nascido em 96), chega do Ajax pelo valor de de 10,75 milhões. Com destaque para sua finalização e atributos físicos, o jovem atacante é um centroavante completo e deverá ajudar a equipe a ir longe em duas frentes. Quase no fim da janela, hega uma opção para o ponta esquerda: o segundo atacante Juan Iturbe, com 24 anos recém completos (nascido em 93). Iturbe chega por 14 milhões de euros para disputar vaga com Bellarabi, o jogador mais contestado no fim da temporada. Também foi investido um milhão em dois jovens promissores (newgens) para o time B. Faltou apenas a contratação do lateral direito, visto a ausência de bons nomes treinados na Espanha (dado as restrições da Champions League) e de maior orçamento. O treinador confia nas atuações do veterano Juanfran e no jovem prata da casa Javi Manquillo. Para a zaga, optou-se pela promoção dos jovens Emiliano Velázquez (/94) e Lucas Hernánde (/96), este último muito promissor.

Para a nova temporada, manteve-se as duas táticas que estavam dando certo. Um desenho de jogo, com os times titular no 4-2-3-1 e reserva no 4-4-1-1 (além dos mostrados, o elenco conta também com o zagueiro Velázquez e o armador Ángel Correa)

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A temporada começa muito bem, com uma sequência de resultados positivos na liga espanhola e um grupo relativamente fácil na Liga dos Campeões, com Newcastle, Celtic e Zenit. A primeira derrota só veio no início de dezembro, contra o Barcelona. O time inicia 2018 liderando a Liga BBVA (com um jogo a mais que o Barcelona), classificado em primeiro na CL e pronto para disputar a Coap do Rei. Nesta, sem prioridade, o time avança até as quartas, parando frente ao Valencia. Na janela de janeiro, apenas um negócio de oportunidade: Shingi Kagawa, com contrato acabando no fim da temporada e vindo de um histórico de lesões, chega por modestos 1,4 milhões de euros.

Apesar do objetivo da diretoria ser apenas de classificar o time para a Champions, o time sabia que podia ir além. Depois de perder para o Barcelona, a equipe engata uma fantástica sequência de 15 vitórias consecutivas, o que deixou o time na liderança, seis pontos a frente do vice-líder Barcelona. Uma sequência negativa em Abril de 2018, com 4 empates em 4 partidas (incluindo jogos contra Real Madrid e Valencia), permitiu a chegada dos concorrentes e a perda do primeiro lugar. Abril termina com um jogo contra o Barcelona, possivelmente o que determinaria o futuro campeão. Em uma partida emocionante, Mandzukic abre o placar aos 8′, Messi iguala 3 minutos depois e Suárez vira aos 29′. Mandzukic mais uma vez marca aos 39′. Apesar do Atleti melhor, o segundo tempo vai se encaminhando sem gols, o que daria vantagem ao Barça. Até que aos 84′ Super Mario completa seu hat-trick e garante uma vitória incrível.

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Nas últimas rodadas, o time administra a vantagem e chega na última rodada, contra o Sevilla, com um ponto de vantagem frente ao vice líder. Do outro lado, o Barcelona terminaria a temporada com um grande duelo contra o Real Madrid. Motivados pela possibilidade do título, o time começa arrasando. Três gols em menos de 15 minutos, mais dois antes do fim do primeiro tempo, e outros dois no segundo tempo. Conclusão: uma vitória histórica por 7×0 e o título espanhol assegurado, com vantagem de 4 pontos dada a derrota do Barcelona contra o Real Madrid.

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A incrível temporada não acaba por aí. Na Champions League o objetivo era as quartas de final, mas com um pouco de sorte e muita competência o time pode ir além. Depois de um grupo sem grandes dificuldades, as oitavas nos colocaram frente a Roma. Perdendo por 2×1 e vencendo por 1×0, avançamos pelo gol fora. Nas quartas, novamente evitamos o pior e nos deparamos com o Galatasaray, que havia eliminado o Zenit. No agregado, 6×0 e rumo às semis. Grandes times haviam ficado pelo caminho. Nas oitavas, tivemos M. United x Real Madrid e Juventus x Barça. Por azar, os vencedores (Real e Juve) se enfrentaram nas quarta, fase em que o poderoso Bayern fora eliminado pelo Liverpool. A grande sorte veio no sorteio das semifinais: enquanto de um lado Liverpool e Real Madrid se enfrentariam, o Atlético pegou o bem menos poderoso Shaktar. Depois de um 2×2 fora, em casa o time atropela com um 4×0 e se classifica para a grande decisão, em Lisboa, contra o Liverpool, que eliminou o Real pelos gols fora.

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Na grande decisão, mais um jogo incrível. O Liverpool, liderado por Philippe Coutinho, domina todo o primeiro tempo, mas o time de Madrid foi implacável e, com Mario Mandzukic e Karim Bellarabi, abre 2×0 de vantagem. O segundo tempo se desenrola da mesma forma que o primeiro: Liverpool domina, mas nos contra ataques o Atlético aumenta, novamente com Bellarabi. Aos 70′ o Liverpool desconta, mas o time espanhol continua com o título nas mãos. Coutinho, que dera a assistência para o gols dos Reds, marca de falta e reanima o time inglês para os dez minutos finais. Quatro minutos de acréscimo, o jogo está na conta do árbitro. O narrador está pronto para narrar um feito histórico: “Bellarabi tem a bola na intermediária defensiva. Já passamos dos 94 de jogos, o juiz pode apitar a qualquer momento. Hughes pressiona Bellarabi, que dá o chutão. Quê que é isso, meu amigo?! Um chute pro lado, pro meio da defesa. Grande domínio de Philippe Coutinho, ele ajeita, tá longe do gol mas chuta forte … e GOOOOOOOOOOOOL, fantástico, incrível, de Coutinho, do Liverpool! Inacreditável, que menino de ouro, conduz o clube ao empate depois de estar perdendo de 3×0. Estamos vendo a história DE NOVO, meus amigos, novamente os Reds podem fazer algo simplesmente ÉPICO! Termina o tempo normal, vamos para a prorrogação, como será que estará o vestiário do Atlético depois dessa?”.

A palestra foi difícil, e apelei para animar os jogadores e falar da torcida. O jogo volta e o Liverpool não sai do ataque. Mas, com cinco minutos, um contra ataque deixa Ayew na cara do gol, que cruza para o Super Mario estudar as redes, garantir seu 12º gol e ser artilheiro do torneio. Sem mais substituições e com o time todo na defesa, só me resta gritar na beira de campo e torcer. Os 25 minutos finais prosseguem sem nada significativo, e novamente o Atlético e seu treinador entram para a história.

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Assim acaba a temporada e o desafio, muito além do esperado. Algumas notas do time na temporada e do futuro próximo:

– No gol, Cillessen se mostrou um verdadeiro “chama gol”, e perdeu a titularidade para Oblak, mas este pediu para aceitar uma proposta do M. City, pois seria uma grande oportunidade para seu desenvolvimento. O time se precaveu e assinou, sem custos, com o arqueiro Jerónimo Rulli.

– No sistema defensivo, Godin e Howedes foram monstruosos. Toby Alderweireld, reserva imediato, foi mal e, com alto salário, deve deixar o elenco. Olaza se mostrou uma boa contratação, terminando com mais assistência (dez) que o titular Guilherme Siqueira. Juanfran não tem mais nível para ser titular, e Manquillo não é bom o suficiente.

– No meio, destaque para Óliver Torres, que entrou quando Turan se lesionou e não saiu mais. Ayew também jogou bastante, por uma grande lesão de Griezmann. Este pode deixar o time, pois quer um novo desafio (talvez com os títulos de agora ele fique) e Kramer quer um time montado em torno dele, então partirá também. Bellarabi foi o único jogador a fazer um “double ten” e levou a melhor na disputa contra Iturbe, que também foi bem.

– No ataque, Zivkovic marcou 21 gols em 27(11) partidas, e Super Mario fez 34 gols em 36(1). Este também tinha pedido pra sair desde a janela de verão de 2017, mas não recebeu ofertas nas duas últimas janelas e, com os títulos, pode ficar.

É isso aí, galera, agradeço a todos que leram tudo. Agora o treinador Giovanni Vitale Mazzanati fica no aguardo pelos próximos desafios, e espera um mais díficil =)

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