Espanha

Impossível? Cristiano Ronaldo tem tudo para fazer recorde de Messi virar pó em pouco tempo

A história está sendo feita a cada rodada do Campeonato Espanhol. O Real Madrid embala mais e mais na liderança da tabela. Os acertos de Carlo Ancelotti no time ajudam muito, é claro. Mas não há motivo maior para a fase excepcional dos merengues do que Cristiano Ronaldo. A cada partida, são mais gols para a conta do craque. E, nesta sexta, o camisa 7 balançou as redes duas vezes para ajudar na goleada sobre o Almería por 4 a 1 – a 20ª vitória consecutiva dos blancos, mirando as marcas históricas de Coritiba e Ajax. Na abertura da rodada, o Real abre cinco pontos de vantagem sobre o Barcelona e viaja tranquilo para o Mundial de Clubes.

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Apesar do placar elástico, o Almería dificultou a situação dos visitantes em alguns momentos. Verza empatou o jogo em um golaço de fora da área e teve a chance da virada, mas perdeu um pênalti em ótima defesa de Casillas. Já na frente, quem brilhou bastante foi Isco. O camisa 23 assinalou o bom momento com um lindo gol, ajudando bastante na pressão ofensiva pelo lado esquerdo. Bale também deixou o seu, de cabeça, após cruzamento cirúrgico de Toni Kroos. Já no fim, quando parecia que Cristiano Ronaldo passaria em branco, o camisa 7 transformou a atuação discreta em brilho, completando as boas jogadas de Benzema e Carvajal.

Cristiano Ronaldo chega a 25 gols no Campeonato Espanhol. O número é superior ao total registrado por 43 artilheiros de edições passadas da Liga. Nesta sexta, superou os 24 tentos de Ronaldo na única vez em que foi Pichichi pelo Real Madrid, em 2003/04. Igualou o máximo anotado em uma temporada por Raúl, em 1998/99. Está acima de três das cinco artilharias de Alfredo Di Stéfano, e quatro das seis de Telmo Zarra.

Dá até para relativizar os números, dizer que eram outros tempos, que o Espanhol era mais disputado. Não se pode, no entanto, negar a fase monstruosa de Cristiano Ronaldo. A média de gols do craque, neste momento, é a melhor da história da competição: 1,8 por partida, acima do 1,5 de Bata em 1930/31. Tempos nos quais a quantidade de bolas nas redes eram superiores. Ronaldo precisou de 32 jogos para os seus 24 gols em 2003/04 e Raúl, de 37 para os 25 de 1998/99. CR7 alcançou os dois ídolos merengues com apenas 14 partidas. Chegou exatamente à metade do recorde absoluto, os 50 de Messi em 2011/12, que pareciam imbatíveis. E isso com mais 23 rodadas da Liga pela frente.

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Se Cristiano Ronaldo seguir no mesmo ritmo, ele só precisa de mais 15 jogos para superar a marca. E, covenhamos, nas atuais circunstâncias, 23 rodadas parecem mais do que suficientes para o merengue ir além do blaugrana com o pé nas costas. Mesmo pequenas lesões ou suspensões não devem atrapalhar. Para imaginar o camisa 7 sucumbindo na missão, apenas se tiver alguma contusão que o tire de campo por mais de um mês. Para alguém que é dono de condições físicas espetaculares, além de ter um profissionalismo exemplar, algo raríssimo.

Na atual média, Cristiano Ronaldo já pode mirar até mesmo patamares mais altos. Os 60 gols de Dixie Dean no Campeonato Inglês de 1927/28, melhor marca entre as cinco grandes ligas, ou os 66 de Ferenc Deák no Campeonato Húngaro de 1945/46, o recorde europeu. Pela média atual, se entrar em campos todas as vezes pelo Espanhol, o merengue pararia exatamente nos 66 tentos. E, somados os sete gols que já anotou pela Champions e pela Supercopa Europeia, alcançaria 73 e igualaria outra marca histórica de Messi: o recorde de gols em uma temporada europeia. Números que parecem mero detalhe para a fome de gols do craque.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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