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Há 20 anos, Ronaldo fez o gol do título da Recopa e venceu seu primeiro título continental

O Estádio de Kuip, um dos mais importantes da Europa, tem um vasto cartel de jogos importantes que foram realizados em seu gramado, e um deles marcou um dos primeiros passos de uma lenda. Exatamente 20 anos atrás, em 14 de maio de 1997, um jovem Ronaldo, recém-eleito melhor jogador do mundo, marcou o gol do título do Barcelona na final da Recopa Europeia contra o Paris Saint-Germain, em meio a um punhado de grandes jogadores, como Raí, Leonardo, Stoichkov, Guardiola e Figo.

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Foi o primeiro título continental do craque brasileiro, que ainda ganharia a Copa da Uefa pela Internazionale, a Supercopa da Uefa pelo Real Madrid e duas Copas América com a seleção brasileira. Também foi o troféu mais importante que ele venceu pelo Barcelona, clube que o catapultou ao estrelato na Europa.

Em abril de 2015, contamos a história daquela Recopa Europeia na ocasião do encontro entre Barcelona e Paris Saint-Germain pelas quartas de final da Champions League. Republicamos esse texto para comemorar os 20 anos da conquista.

Foi em um Barcelona x PSG que Ronaldo conquistou seu primeiro título continental

Por Bruno Bonsanti

Ronaldo defendeu os maiores clubes do mundo e conquistou títulos importantes por eles, sem contar o que fez pela seleção brasileira. O buraco inconveniente no seu currículo é nunca ter sido campeão da Champions League, mas isso não significa que o ex-atacante nunca levou um torneio continental para casa. Fez isso pelo Brasil, pela Internazionale e pelo Barcelona, contra o Paris Saint-Germain, mesmo jogo desta quarta-feira pelas quartas de final da Liga dos Campeões.

Foi em 1997. Ronaldo ainda era um jovem em começo de carreira, mas estava na cara que era especial. Ganhara o prêmio de melhor do mundo na temporada anterior, um punhado de títulos pelo Barcelona e se preparava para arrebatar a Copa América com a Seleção. Na Recopa Europeia, era o craque do Barça, favorito, e foi o brasileiro quem marcou o gol do título.

Mostrou suas credenciais logo na primeira rodada, com dois gols contra o AEK Larnaca, do Chipre. O Barcelona também passou com facilidade pelo Estrela Vermelha e pelo sueco AIK, sempre vencendo em casa e empatando fora. Chegou às semifinais contra a Fiorentina de Batistuta, autor do gol do empate por 1 a 1 no jogo de ida, no Camp Nou. No Artemio Franchi, Fernando Couto e Guardiola resolveram em cinco minutos a parada com um gol cada.

Na final, o Paris Saint-Germain aguardava depois de eliminar o Liverpool, nas semifinais, o grego AEK, nas quartas, e o Galatasaray e Vaduz, de Liechtenstein, nas rodadas anteriores. Com o dinheiro do Canal Plus, havia montado um bom time, com o goleiro da seleção francesa Bernard Lama, Leonardo, Rai e outros jogadores importantes.

O Barcelona, porém, tinha Guardiola, Figo, Stoichkov, Luis Enrique e, claro, Ronaldo. Era favorito. A partida teve bons lances nos dois lados. Bem no começo, Ronaldo ajeitou para Figo chutar cruzado com perigo. Na sequência, Fernando Couto marcou de cabeça, após cobrança de escanteio, mas o gol foi anulado. Aos 38, Ronaldo entrou na área, tentou driblar N’Gotty e foi derrubado. Cobrou o pênalti com perfeição.

O PSG não se deu por vencido e buscou o empate. Leonardo, pela esquerda, exigiu boa defesa de Vítor Baía. A melhor oportunidade, porém, foi uma bola enfiada para Patrice Loko, que acertou o pé da trave. No rebote, Leonardo teve a oportunidade de igualar o marcador, mas chutou para fora. Ainda deu tempo de Stoichkov mostrar sua genialidade em uma cavadinha para Figo acertar os dois postes.

Que o jogo desta quarta-feira também tenha lances bonitos como esse.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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