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Guia do Espanhol 2012/13 – Luta contra rebaixamento

GRANADA

Nome: Granada Club de Fútbol
Fundação: 1931
Site oficial: www.granadacf.es
Estádio: Los Cármenes (16.212 lugares)
Técnico: Juan Antonio Anquela
Colocação em 2011/12: 17º
Competição europeia:
nenhuma
Destaque: Floro Flores
Fique de Olho: Youssef El-Arabi
Quem chegou: Floro Flores (Udinese-ITA), Borja Gómez (Karpaty-UCR), Iriney (Betis), Fabián Orellana (Celta), Gabriel Torje (Udinese-ITA), Allan Nyom (Udinese-ITA), Juanma Ortiz (Rangers-ESC), Diego Mainz (Udinese-ITA)
Quem saiu: Geijo (Udinese-ITA), Henrique (Sport-BRA), Carlos Martins (Benfica-POR)
Objetivo na temporada: escapar do rebaixamento

O Granada funciona como um time B da Udinese. Isso garante ao clube andaluz uma quantidade razoável de talento, e isso ficou claro pelas caras novas desta temporada. Floro Flores, Iriney, Torje e Orellana podem formar uma base interessante. O problema é que esse vaivém de jogadores impede que o trabalho tenha continuidade. A cada ano, é um novo Granada que entra em campo. Ruim para o técnico Juan Antonio Anquela, que, neste caso, também é um recém-chegado. Nesse ambiente, difícil imaginar que o time não ficará novamente na parte de baixo da tabela.

LEVANTE

Nome: Levante Unión Deportiva
Fundação: 1969
Site oficial: www.levanteud.com
Estádio: Ciutat de Valencia (25.534 lugares)
Técnico: Juan Ignacio Martínez
Colocação em 2011/12: 6º
Competição europeia: Liga Europa
Destaque: Theofanis Gekas
Fique de Olho: Christian Lell
Quem chegou: Christian Lell (Hertha Berlin-ALE), Nikos Karampelas (AEK-GRE), Keylor Navas (Albacete), Papa Kouli Diop (Racing de Santander), Theofanis Gekas (Samsunspor-TUR)
Quem saiu: Javi Venta (Villarreal), Valdo (Atlante-MEX), Xavi Torres (Getafe), Javier Farinós (sem clube), Asier del Horno (sem clube), Arouna Koné (Wigan-ING)
Objetivo na temporada: meio de tabela

O que um time que fez excelente campanha em 2011/12, que tem vaga na Liga Europa, que trouxe algumas boas contratações, está fazendo ao lado de times que vão lutar para não cair? Bem, há uma enorme possibilidade de a temporada passada ter sido um fora do comum. Não só o futebol do Levante não é tão grande, como o elenco é velho e enxuto demais para suportar duas temporadas naquele ritmo. E, para piorar, o clube ainda tem de lidar com um calendário mais congestionado, devido a participação na Liga Europa. Passar pelo Motherwell é uma grande possibilidade, o que coloca o clube valenciano na fase e grupos. Bom para encher um pouco o caixa, mas o ideal seria não se empolgar tanto.^Até porque poderia tirar ainda mais o fôlego do time para o campeonato nacional.

MÁLAGA

Nome: Málaga Club de Fútbol
Fundação: 1948
Site oficial: www.malagacf.com
Estádio: La Rosaleda (28.963 lugares)
Técnico: Manuel Pellegrini
Colocação em 2011/12: 4º
Competição europeia: Liga dos Campeões
Destaque: Jérémy Toulalan
Fique de Olho: Isco
Quem chegou: ninguém
Quem saiu: Ruud van Nistelrooy (aposentou-se), Santiago Cazorla (Arsenal-ING), Sandro Silva (Cruzeiro-BRA), Salomón Rondón (Rubin Kazan-RUS), Joris Mathijsen (Feyenoord-HOL), Xavi Torres (Getafe)
Objetivo na temporada: meio de tabela

O Málaga caiu no conto do vigário. Veio um milionário, gastou um dinheiro surreal e levou o clube à Liga dos Campeões. Mas o mecenas saiu, e, de um dia para o outro, os malaguistas têm uma folha salarial fora de escala e as dívidas se acumularam. Nenhum reforço chegou, e quem tinha mercado saiu (incluindo Cazorla, grande responsável pelo quarto lugar do clube no último Campeonato Espanhol). O time que ficou ainda é decente, com Manuel Pellegrini no campo e Demichelis, Toulalan, Monreal, Joaquín e Portillo em campo. Mas há vários motivos para os torcedores se preocuparem com a briga contra o rebaixamento: a) ninguém sabe até quando esses jogadores também ficarão na Andaluzia; b) chegar à fase de grupos da Liga dos Campeões seria importante para melhorar a situação financeira do clube, mas pode sacrificar ainda mais um elenco enxuto; c) mesmo os jogadores que ficarem até o fim da temporada saberão que o Málaga mudará muito no futuro próximo, o que tirará o foco do trabalho em campo.

RAYO VALLECANO

Nome: Rayo Vallecano de Madrid
Fundação: 1924
Site oficial: www.rayovallecano.es
Estádio: Teresa Rivero (15.489 lugares)
Técnico: Paco Jémez
Colocação em 2011/12: 17º
Competição europeia: nenhuma
Destaque: Adrián González
Fique de Olho: Jordi Amat
Quem chegou: José Carlos (AEK-GRE), Rubén Martínez (Málaga), Jordi Amat (Espanyol), Adrián González (Racing de Santander)
Quem saiu: Raúl Tamudo (Pachuca-MEX), David Cobeño (Vaslui-ROM), Raúl Bravo (sem clube), Jorge Pulido (Atlético de Madrid), Míchel (aposentou-se), Emiliano Armenteros (Osasuna), Michu (Swansea-GAL), Diego Costa (Atlético de Madrid)
Objetivo na temporada: escapar do rebaixamento

Nem o Rayo Vallecano sabe como escapou do rebaixamento na temporada passada. Um elenco sem investimento e salários atrasados conseguiu um bom desempenho no primeiro turno e se segurou na raça no segundo. E, nesta temporada, a tendência é a vida ser ainda mais dura em Vallecas. O investimento foi ainda melhor, e os destaques da campanha passada (Michu, Armenteros, Diego Costa) saíram. Claro, o clube precisava fazer caixa, mas a reposição foi bastante deficitária. Para a defesa, o técnico Paco Jémez tem apenas cinco jogadores no elenco principal.

VALLADOLID

Nome: Real Valladolid Club de Fútbol
Fundação: 1928
Site oficial: www.realvalladolid.es
Estádio: José Zorilla (26.512 lugares)
Técnico: Miroslav Djukic
Colocação em 2011/12: 3º (segunda divisão)
Competição europeia: nenhuma
Destaque: Antonio Rukavina
Fique de Olho: Juan Neira
Quem chegou: Antonio Rukavina (Munique 1860-ALE), Juan Neira (Lanús-ARG), Lluis Sastre (Huesca), Patrick Ebert (Hertha Berlin-ALE)
Quem saiu: Sisi (Osasuna), Nauzet (Las Palmas)
Objetivo na temporada: escapar do rebaixamento

Em tempos de crise, gastar muito em reforços não é um risco que qualquer clube pode correr. O Valladolid não pode. Mesmo precisando se estabilizar na primeira divisão para melhorar as condições financeiras, o clube evitou gastar mais do que pode. Até trouxe bastante jogadores, mas buscou dois jogadores na segunda divisão alemã e um em um time médio da Argentina. Além disso, vendeu Sisi, um jogador muito identificado com a torcida. De resto, a base é a da segunda divisão, o que garante alguma solidez coletiva, mas falta de experiência.

VEJA O RESTO DO GUIA DO CAMPEONATO ESPANHOL

– Parte 1: A disputa pelo título
– Parte 2: A luta por uma vaga em competições europeias
– Parte 3: O pelotão intermediário

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Ubiratan Leal

Ubiratan Leal formou-se em jornalismo na PUC-SP. Está na Trivela desde 2005, passando por reportagem e edição em site e revista, pelas colunas de América Latina, Espanha, Brasil e Inglaterra. Atualmente, comenta futebol e beisebol na ESPN e é comandante-em-chefe do site Balipodo.com.br. Cria teorias complexas para tudo (até como ajeitar a feijoada no prato) é mais que lazer, é quase obsessão. Azar dos outros, que precisam aguentar e, agora, dos leitores da Trivela, que terão de lê-las.

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